A Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) deflagrou, nesta quinta-feira (09.10), a Operação Japeusá para cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares contra pessoas físicas e jurídicas investigadas por envolvimento em crimes contra a ordem tributária em Mato Grosso.
As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), após representação conjunta formulada pela Polícia Civil e pela 14ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital para desmantelar um suposto esquema de sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica.
As investigações apuram um aparente esquema de sonegação fiscal criado por meio de empresas de fachada, com o objetivo de ocultar os reais beneficiários, que envolve empresas de Mato Grosso e de Minas Gerais.
Durante a apuração, foram encontrados indícios de atividades criminosas por meio das empresas constituídas por terceiros, além da falta de registro de passagens nas aquisições do principal fornecedor, não destaque de ICMS em documentos fiscais autorizados, cancelamentos de notas fiscais em números acima do razoável e apuração inoportuna do ICMS em declarações fiscais.
Foram identificados ainda um número excessivo de atividades econômicas desenvolvidas pela empresa com predominância de um único destinatário em operações e indícios de saída de mercadorias sem a emissão de documentos fiscais, tendo em vista a existência de maior saída de determinados produtos sem estoque correspondente, envolvendo diversas pessoas físicas e jurídicas.
Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá (MT), Barra do Bugres (MT) e Uberlândia (MG). A operação conta com o apoio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, Gerência de Combate ao Crime Organizado, Delegacia Especializada do Meio Ambiente, Delegacia de Barra do Bugres, Delegacia de Repressão a Entorpecentes e a Polícia Civil de Minas Gerais.
O nome da operação faz referência ao mito indígena do povo guarani, Japeusá, neto de Tupã e um dos primeiros humanos a ser criado. Japeusá mostrou ser um homem mentiroso e trapaceiro, enganando as pessoas para tirar proveito. Após morrer e ser ressuscitado, adquiriu a forma de um caranguejo, sendo amaldiçoado a andar para trás.
Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão prenderam um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 38 anos, suspeitos por integrarem uma quadrilha que roubou um posto de combustível, em Várzea Grande. A dupla foi detida nesta segunda-feira (4.5) e um simulacro de arma e uma motocicleta foram apreendidos.
Os suspeitos foram localizados após a equipe do GAP receber informações sobre a localização de uma motocicleta Honda Biz branca, que havia sido utilizada para apoio a um roubo de um posto de combustível, no dia 30 de abril.
Segundo a denúncia registrada na data, um criminoso havia invadido o estabelecimento e ordenado, sob grave ameaça, que uma funcionária abrisse o cofre do comércio. O suspeito fugiu do local levando uma quantia em dinheiro estimada em R$ 160 mil.
Na continuidade das buscas, na noite desta segunda-feira (4), os policiais se deslocaram até o endereço onde estava a motocicleta e encontraram uma mulher, identificada como dona da moto, que foi detida em flagrante. Já no interior da casa, o segundo suspeito foi encontrado. Ele tentou fugir pulando o muro da residência, mas foi detido rapidamente.
Questionados sobre o crime, o suspeito confirmou ter participado da ação e disse que o roubo foi cometido com colaboração de mais dois suspeitos, sendo um homem e uma mulher, que seria funcionária do posto de combustível.
Ainda em relato, o homem disse que a cena do crime foi premeditada e armada, onde a funcionária seria a suposta vítima do crime e teria facilitado a ação para que o dinheiro fosse levado. Os suspeitos teriam distribuído entre eles parte do dinheiro levado, mas não revelaram o destino do montante.
Os militares fizeram buscas na casa e localizaram um simulacro de arma de fogo, luvas de couro e vestimentas usadas no crime.
Os dois detidos foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande para registro da ocorrência e demais providências. O caso segue em investigação pela Polícia Judiciária Civil.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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