Várzea Grande

Com projeto inovador, professora da rede municipal de Várzea Grande é premiada

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A professora Juliane Cortez Andrade, da EMEB Jaime Veríssimo de Campos Júnior – Jaiminho, da rede municipal de Várzea Grande, vai participar do curso STEAM na Fábrica da Ciência Viva na cidade de Aveiro em Portugal no próximo mês de novembro. Ela é autora do projeto Jogo de Tabuleiro adaptado “Xadrez Tátil” que foi classificado em 2º lugar no concurso Docente Escritor, promovido pela Editora Amado Maker.

O Concurso Docente Escritor selecionou projetos autorais desenvolvidos de maneira autêntica e original para compor um livro de projetos makers com previsão de lançamento no segundo semestre de 2024. Os primeiros autores dos dois projetos melhores classificados, foram premiados com a viagem internacional prevista para novembro deste ano.

De acordo com a comissão organizadora, o projeto da professora Juliane Andrade contemplou as seguintes etapas de desenvolvimento: 1 Contextualização da situação – problema ou do desafio; 2. Planejamento; 3. Experimentação e Prototipação; 4. Validação; 5. Compartilhamento dos resultados, se classificando em 2º lugar. Na primeira colocação ficou o projeto da professora Nilza de Fátima Pedro, da cidade de Americana/SP.

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A professora conta que, a partir da implantação das salas Maker – implementadas em 10 escolas da rede municipal, foi iniciado um trabalho com os alunos na modalidade “mão na massa”, para que as ideias, criatividade, iniciativas de inovação e inclusão pudessem ser trabalhadas. “A ideia do tabuleiro adaptado tátil surgiu em razão da presença de um aluno com deficiência visual e autismo na classe” explicou.

Segundo a professora, após pesquisas feitas em sala de aula com a participação de todos os alunos da classe, o projeto foi concebido com a participação dos profissionais do Núcleo Educacional Tecnológico de Várzea Grande – NET/VG. “A realização desse projeto foi gratificante pois fiquei muito feliz em acompanhar o esforço de todos os alunos que trabalharam em equipe para promover a empatia e a inclusão daqueles que possuem alguma deficiência” revelou.

A professora Juliane Cortez Andrade é efetiva da rede municipal de Várzea Grande, lecionando para alunos do 3º ano da EMEB Jaime Verissimo de Campos desde 2021.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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