MATO GROSSO

Artesã compra máquinas, se especializa e cria oficina de joias com crédito da Desenvolve MT

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Flávia Dias, proprietária do empreendimento Helisa Davi Joias, está no ramo há cinco anos, e nesse período, percebeu que queria focar exclusivamente em seu negócio. Com o apoio da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT, ela conta que conseguiu adquirir as máquinas e ferramentas necessárias para realizar seu objetivo.

Formada em direito, a empreendedora, que deixou a advocacia para iniciar seu negócio em 2019, conheceu a Agência através de uma cliente. Nesse momento ela buscou descobrir como conseguir o crédito para expandir sua empresa, ao mesmo tempo em que parou de tratar seu negócio como uma fonte de renda secundária, passando de vendedora à artesã.

“Eu peguei esse crédito com a Desenvolve MT para expandir ainda mais o meu negócio. Eu já vinha trabalhando com vendas, mas devido à necessidade dos clientes, sempre me pedindo para consertar ou fazer reparos nas joias, vi a necessidade de montar meu próprio ateliê e por isso o crédito foi importante, ele expandiu de uma forma gigante o meu negócio”, afirma Flávia.

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No processo de transição no mercado de trabalho, Flávia se viu aprendendo o processo de fabricação das joias. Ao fazer cursos de especialização e montar sua oficina, ela deixou de atuar somente com semijoias para criar peças com prata e ouro. Com a linha de crédito Mulher Empreendedora, a artesã conta que se sentiu tão satisfeita que indicou a Agência para outras pessoas, inclusive sua mãe.


“Quando eu peguei essa linha de crédito, eu vi que funcionou tão bem que eu quis indicar para outras pessoas, uma delas minha mãe. Depois que falei para ela sobre a oportunidade de pegar um crédito e investir no próprio negócio, ela não pensou duas vezes e hoje está com o negócio aberto”, explica a empresária.

A jornada de Flávia Dias ilustra como a Agência oferece, por meio de seis linhas de crédito que visam apoiar os empreendedores mato-grossenses, financiamento para investir em máquinas, equipamentos, móveis, insumos e muito mais.

“Nós não oferecemos apenas recursos financeiros, também damos oportunidades de sonhar e realizar. É gratificante assistir o impacto do nosso apoio e ver ele se estender para além do próprio empreendedor. A satisfação da Flávia em indicar a Agência para outras pessoas, por exemplo, demonstra a força da comunidade que estamos construindo”, declara Elizandra Hellmann, superintendente de crédito da Desenvolve MT.

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Crédito

Feita para incentivar jovens (entre 18 e 29 anos) e mulheres enquanto facilita até R$15 mil em crédito, a linha Desenvolve Empreendedor tem taxa de juros de até 0,37% ao mês, com 30% de bônus de adimplência para pagamento em dia, prazo de pagamento de até 42 meses e carência de até seis meses.

Acesse desenvolve.mt.gov.br e conheça como a Desenvolve MT pode contribuir para o crescimento do seu negócio.

*Com supervisão de Vitória Kehl.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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