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Bombeiros socorrem turista italiana que foi atacada por búfalo no Pantanal

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Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreram, nesta segunda-feira (21.10), uma turista italiana que foi atacada por um búfalo no Pantanal. A vítima sofreu lacerações na perna e recebeu atendimento dos bombeiros militares, que estão na região realizando a Operação Pantanal, focada no combate a incêndios florestais.

De acordo com informações de testemunhas, a turista estava acompanhada do marido e de outras pessoas, tirando fotos nas proximidades da pousada onde estavam hospedados, quando ocorreu o ataque.

As equipes de bombeiros militares, que estavam na região de Porto Jofre, receberam o chamado de emergência dos funcionários da pousada e rapidamente se mobilizaram para atender a vítima, que apresentava um grande ferimento na coxa direita e estava perdendo muito sangue, o que foi controlado por meio de um curativo compressivo.

Após os primeiros socorros prestados pelos bombeiros militares no local, a mulher foi transportada, acompanhada por militares do CBMMT, em um helicóptero do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), até Poconé, (104 km de Cuiabá).

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Ao chegar, a vítima foi recebida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que a encaminhou para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber os cuidados médicos necessários.

O tenente-coronel Rafael Marcondes ressaltou que é importante que aqueles que estão conhecendo e fazendo turismo na região sigam as instruções dos guias e as orientações de moradores locais.

“Os cuidados devem ser tomados não apenas em relação aos búfalos, mas também a outros animais selvagens que habitam a área. O mais importante é respeitar o habitat e o espaço desses animais que estão em seu habitat natural”, falou o tenente-coronel.

Búfalos no Pantanal Mato-grossense

Originários da Ásia, os búfalos foram introduzidos na região do Pantanal para ajudar na gestão das pastagens e na proteção do rebanho bovino contra o ataque de onças pintadas. Eles desempenham um papel importante como barreira natural.

Com uma população estimada em cerca de 1.500 indivíduos, esses animais se adaptaram bem ao ambiente local e contribuem para o equilíbrio ecológico da região.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar oferta e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

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Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

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Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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