A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Confresa, cumpriu, na manhã desta quarta-feira (23.10), dois mandados de busca e apreensão em pontos de venda de entorpecentes já conhecidos pelos policiais.
A ação resultou na condução de nove pessoas por consumo de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.
A operação com foco no combate ao tráfico doméstico, realizado em pequenas quantidades em bocas de fumo dentro de bairros, foi deflagrada depois de meses de investigações realizadas pelos policiais da Delegacia de Confresa, que mapearam pontos de venda de drogas na cidade.
Com base nas investigações, o delegado Mauro Apoitia representou os mandados de busca e apreensão dos alvos identificados, que estão sendo deferidos pela Justiça e prontamente cumpridos pelos policiais civis do município.
As buscas tinham como objetivo apreender drogas, aparelhos celulares e outros apetrechos que que possibilitem a desarticulação do tráfico de drogas no município e região.
O delegado responsável pela operação destacou a importância da colaboração da sociedade no enfrentamento ao tráfico de drogas, ressaltando que as denúncias podem ser feitas de forma sigilosa e são fundamentais para o sucesso das operações policiais.
“O tráfico de drogas destrói silenciosamente famílias. É preciso o empenho de todos, e a Polícia Civil vem fazendo a sua parte”, enfatizou o delegado.
A ação integra a “Operação Erga Omnes”, idealizada pela Diretoria da Polícia Civil para combate a organizações criminosas no Estado e busca uma série de iniciativas estratégicas voltadas para o combate ao tráfico de drogas em Confresa.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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