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Movimento Paz e Conciliação: Justiça Restaurativa se consolida em Rondonópolis

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Palco de um momento histórico, Rondonópolis celebrou mais um marco no movimento de pacificação com a certificação de 42 facilitadores de círculos de construção de paz da Justiça Restaurativa no auditório do tribunal do júri, a terceira turma certificada em menos de dois anos. A solenidade, realizada durante o Movimento Paz e Conciliação, coordenado pelo juiz Wanderlei José dos Reis, contou com a presença de diversas autoridades locais e foi marcada pelo comprometimento dos novos facilitadores em fortalecer a cultura da paz nas escolas municipais.
 
A solenidade que contou com a presença da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, do juiz coordenador do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), Tulio Dualibi Alves Souza, do prefeito eleito Claudio Ferreira, do juiz coordenador da justiça restaurativa em Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, e de várias autoridades, como o presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, o presidente eleito do Tribunal de Justiça biênio 2025-2026, desembargador José Zuquim Nogueira, o corregedor-geral da Justiça eleito, biênio 2025-2026, desembargador José Luiz Leite Lindote, além de juízes da comarca.
 
A certificação dos novos facilitadores traz ainda mais fôlego para os círculos de construção de paz, que já beneficiaram mais de 41 mil alunos da rede pública local. Os facilitadores, agora oficialmente certificados, têm a missão de seguir promovendo espaços de diálogo e empatia, colaborando com a prevenção e resolução dos conflitos nas escolas e aproximando a comunidade das práticas restaurativas, sob a supervisão do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e do Nugjur.
 
A presidente do Tribunal de Justiça enfatizou o engajamento da Comarca de Rondonópolis nos projetos da Justiça Restaurativa. “Parabéns à comunidade de Rondonópolis porque é uma comunidade que sempre adere com muita ênfase os projetos dessa natureza. Tudo que propusemos aqui sempre deu certo. Temos muita gratidão pelo empenho da equipe local que abraçou com muita força e dedicação essas tarefas”, ressaltou.
 
Em seu pronunciamento, o juiz Wanderlei José dos Reis, que coordena a Justiça Restaurativa e autor da iniciativa na comarca, agradeceu aos facilitadores que assumiram o compromisso da pacificação e por acreditarem nesse projeto. “Significa um verdadeiro mutirão social que envolve o Estado e a sociedade civil, num objetivo maior de fomentar relações pautadas pelo diálogo, criando ambientes escolares empáticos, saudáveis, seguros e sem violência, com reflexos positivos na família, no Poder Judiciário, em toda a sociedade”, disse.
 
O juiz coordenador Wanderlei Reis destacou a importância do projeto e o papel dos facilitadores na transformação da sociedade. “Cada facilitador certificado representa um ponto de apoio para as pessoas que buscam resolver suas divergências de forma pacífica. Estamos construindo uma Rondonópolis mais justa, onde o diálogo e o respeito são os caminhos para o entendimento”.
 
O magistrado apresentou números da Justiça Restaurativa na comarca: em 2023, mais de 2.200 pessoas participaram de Círculos de Construção de Paz e em 2024 já foram 1.770 pessoas, sendo que grande parte delas são estudantes das escolas públicas de Rondonópolis.
 
O prefeito eleito de Rondonópolis, Claudio Ferreira, elogiou a iniciativa do Poder Judiciário diante das diversas formas de buscar a paz social. “É uma iniciativa inovadora que vem para somar e ajudar. Infelizmente, nós vivemos em uma sociedade violenta e nós temos que fazer o enfrentamento disso de todas as formas. O Judiciário de Mato Grosso está de parabéns e esperamos que venha trazer bons frutos para a sociedade”, afirmou.
 
Na ocasião, a presidente do TJMT e do Nugjur, desembargadora Clarice Claudino da Silva, foi homenageada com uma pintura feita exclusivamente para o evento chamada de “Árvore da Justiça Restaurativa de Rondonópolis”, confeccionada pelo Cejusc local, e que foi entregue pelo juiz Wanderlei Reis, simbolizando a frutificação e consolidação da justiça restaurativa na comarca.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia registrando os conciliadores, eles estão em cima do palco e exibem o documento de certificação. Imagem 2: fotografia da presidente do TJMT e de uma facilitadora, que exibe o documento de certificação. Imagem 3: fotografia do juiz coordenador do Cejusc, ele está em pé no púlpito e fala ao microfone. Imagem 4: fotografia da presidente do TJMT recebendo uma quadro, com o desenhlho de uma árvore. A entrega é feita pelo juiz coordenador do Cejusc.
 
Mylena Petrucelli/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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