Tribunal de Justiça de MT

Magistradas participam de corrida ‘Homens do Mato” que destacou o combate ao Feminicídio

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Magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso participaram da 24ª Corrida Homens do Mato da Polícia Militar de Mato Grosso, que trouxe como destaque a luta contra o feminicídio por meio da campanha “Juntos, somos a voz de quem precisa de ajuda”.  Com mais de três mil inscritos, a competição teve largada e chegada em frente ao Comando Geral da PMMT em que atletas que correram 5k e 10k percorreram o Centro Político Administrativo, no domingo, 17 de novembro, em Cuiabá.
 
A presidente da Associação Brasileira de Mulheres Juízas (ABMJ), juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, afirmou que não poderia ficar de fora desse movimento que foi abraçado pelo Judiciário mato-grossense. “Temos aqui uma missão de chamar atenção para essa cultura que tanto entristece nosso Estado. Temos mais de 280 mulheres mortas por feminicídio. Por isso estamos aqui para chamar atenção para as mulheres que sofrem esse tipo de violência e para que essa cultura desse amor que termina em morte, em ódio, seja mudada”, enfatizou.
 
Para a juíza da 4ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, o momento é importante para a divulgação da cultura de não violência. “O não ao Feminicídio tem que estar realmente inserido neste contexto de saúde, de exercícios físicos, em que as pessoas precisam entender que a saúde física e mental da mulher precisa ser também dentro de casa. E essa batalha é nossa, não é apenas da mulher que sofre, mas de todas as mulheres”, observou.
 
A juíza Gabriela Knaul Albuquerque, do Juizado Especial da Fazenda Pública, fez questão de correr e colaborar com a proposta da corrida que foi da conscientização. “Participar dessa corrida é abraçar uma causa nobre, para conscientizar, proteger e promover uma campanha e um mundo melhor contra a violência. Cada passo que damos juntas é um passo a mais pela luta por Justiça, por igualdade e pela vida”, sublinhou a magistrada.  
 
Dados – Números da Secretaria de Estado de Segurança Pública revelam a realidade de muitas mulheres em Mato Grosso. Somente de janeiro a outubro deste ano foram registrados 40 casos de feminicídios no Estado.  “Infelizmente Mato Grosso tem números relevantes em nível Brasil e nós conclamamos a todos, daí a importância da presença do Judiciário aqui em prol desta causa para despertar atenção dos homens, desses homens covardes para que não cometa mais este tipo de crime. Também para que as mulheres possam se encorajar cada vez mais para denunciar essas pessoas que cometem estes crimes de forma silenciosa, entre quatro paredes”, ressaltou o coronel Alexandre Mendes, comandante-geral da PMMT.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida do momento da largada. Atletas estão posicionados embaixo do banner da PMMT na avenida Historiador Rubens de Mendonça.  Descrição da imagem 2: foto colorida da juíza Jaqueline Cherulli concedendo entrevista à equipe da TVJUS, ela usa boné, atrás está o banner da ABMJ e alguns corredores. Foto 3 – imagem colorida, juíza Ana Cristina Mendes durante entrevista à TVJU, ao fundo os atletas se aquecendo enquanto aguardam o momento da largada.
 
Eli Cristina Azevedo 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de MT Explica: por que falar de Equidade Racial importa?

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Há muita diferença entre tratar as pessoas de forma igual e tratá-las com justiça. E para explicar melhor é fundamental falar de igualdade versusequidade racial.
De forma resumida, conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a igualdade garante o tratamento igualitário perante a lei, enquanto a equidade ajusta esse tratamento às necessidades específicas de cada indivíduo ou grupo.
Assim, a equidade busca promover a aplicação da justiça na prática para corrigir desigualdades e desvantagens históricas por meio de ações afirmativas.
Depois de estudos iniciados a partir da Portaria 108/2020, o CNJ lançou em 2022 o Pacto Nacional pela Equidade Racial, do qual o Poder Judiciário de Mato Grosso é signatário a partir do Comitê de Equidade Racial.
Por meio dele, o Judiciário mato-grossense passou a realizar cursos de letramento racial e práticas antirracistas, oficinas nas diferentes áreas e outras ações no âmbito do Tribunal de Justiça e nas comarcas.
O trabalho busca promover a equidade, fortalecer a democracia, unir as pessoas pelo respeito para mostrar que o conhecimento é a melhor ferramenta para transformar a nossa realidade.

Autor: Lídice Lannes

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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