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Márcia Pinheiro visita Casa de Amparo e reforça seu papel como pilar da rede de proteção para mulheres em situação de violência doméstica e risco de morte

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A primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, acompanhada pela promotora Elisamara Portela, realizou uma vistoria na Casa de Amparo na tarde desta segunda-feira (25). A data marca os 22 anos de instalação da unidade, reconhecida como uma ferramenta essencial de suporte às mulheres vítimas de violência e em situação de risco iminente de vida. A Casa de Amparo é vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, com supervisão direta da primeira-dama. Atualmente, abriga duas mulheres e três crianças.

“Neste 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que nos promove tantas reflexões, é essencial manter e fortalecer estruturas que garantam o direito à vida das mulheres. São mais de 40 mulheres mortas, vítimas de feminicidios, somente neste ano em todo o Estado. Acolher aquelas que, por determinação da Justiça, precisam se afastar de seus lares para preservar suas vidas e as de seus filhos é fundamental. Essas medidas protetivas são essenciais. O objetivo principal da Casa é oferecer acolhimento em um ambiente que funcione como uma extensão de seus lares. Todo o espaço foi cuidadosamente remodelado para atender a essas mulheres com conforto e dignidade, inclusive garantindo que seus filhos pequenos também tenham um ambiente adequado. Esse trabalho foi pensado com amor, porque acreditamos que, mesmo em meio às dificuldades, o carinho e o cuidado são insubstituíveis”, destacou Márcia Pinheiro.

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A primeira-dama também relembrou que, durante a gestão Emanuel Pinheiro, a Casa passou por uma requalificação completa. Atualmente, conta com quartos independentes, equipados com ar-condicionado, e ambientes acolhedores, oferecendo uma estrutura sólida construída ao longo de quase oito anos de gestão. “Ainda há ajustes a serem feitos, mas a próxima administração encontrará uma base preparada para continuar esse trabalho”, afirmou.

Como parte do fortalecimento da rede de proteção, a prefeitura de Cuiabá está implantando o Centro de Referência da Mulher, um espaço multidisciplinar que ampliará o suporte às mulheres, complementando o trabalho realizado pela Casa de Amparo e garantindo assistência integral.

A primeira-dama expressou sua gratidão aos parceiros e colaboradores que contribuíram para transformar a Casa de Amparo em um refúgio de dignidade e esperança. “Agradeço à coordenadora Fabiana Soares, à secretária de Assistência Social Hellen Ferreira, à Patrulha Maria da Penha e a todos os voluntários e anônimos que ajudaram a revitalizar este espaço”, disse.

A promotora Elisamara Portela reforçou a importância da Casa como ferramenta pioneira de proteção. “Com uma história que antecede a Lei Maria da Penha, a Casa de Amparo desempenha um papel indispensável no acolhimento de vítimas de violência, especialmente daquelas que não têm familiares na cidade ou que, por algum motivo, foram afastadas de seus parentes. Ela é o amparo necessário para essas mulheres em momentos de extrema vulnerabilidade”, ressaltou.

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Fabiana Soares, responsável técnica da Casa, destacou os avanços promovidos desde 2017, quando a unidade enfrentava uma intervenção judicial devido à precariedade da estrutura. As mudanças incluem a remoção de grades na recepção, a substituição de beliches por bicamas e a instalação de guarda-roupas, criados-mudos e espelhos nos quartos, garantindo mais conforto e dignidade às mulheres acolhidas.

Além disso, foi criada uma brinquedoteca equipada com livros, aparelhos eletrônicos e videogames para as crianças, além do “Espaço Qualifica,” onde as mulheres têm acesso a atividades de embelezamento e leitura. “Essas melhorias humanizaram o ambiente e proporcionaram às mulheres e crianças um espaço acolhedor e familiar”, destacou Fabiana.

A visita também contou com a presença de outras autoridades municipais, incluindo a secretária de Mobilidade Urbana, Luciana Zamproni, Clausi Ferreira, da Assistência Social, e a secretária adjunta de Educação, Débora Villar, além da equipe da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar de Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral

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Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).

Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.

De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.

“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.

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A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.

O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.

Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.

“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.

O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.

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Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.

A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.

O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.

Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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