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Seciteci apresenta dados da educação profissional e tecnológica de Mato Grosso durante evento nacional

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) apresentou, durante o 2º Encontro Nacional de Gestores Estaduais da Educação Profissional e Tecnológica, a experiência de Mato Grosso em relação ao Ensino Médio articulado com a educação técnica e profissionalizante. O evento nacional ocorre até esta quinta-feira (28.11), em Brasília.

A apresentação sobre a experiência de Mato Grosso foi feita pelo secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Brescancim.

“É muito importante estarmos aqui com alguns de nossos servidores em eventos como este, onde podemos apresentar nossas vivências e ouvir o que os outros Estados também estão fazendo de importante e pode ser reproduzido em Mato Grosso”, disse Dimorvan.

Além de Dimorvan, também participam do evento em Brasília os servidores Ederson Andrade (superintendente de Educação Profissional e Tecnológica), Albéria Cavalcanti de Albuquerque (superintendente de Regulação e Supervisão da Educação Profissional e Superior) e Girlayne Santos Menezes Gomes (coordenadora de Educação Profissional).

Mato Grosso conta com 17 escolas técnicas estaduais. No campo da educação profissional e tecnológica, o Estado oferta 16 cursos para 1.750 alunos do ensino médio concomitante intercomplementar, ou seja, em que o estudante cursa a educação básica e técnica profissionalizante ao mesmo tempo. Esses números são possíveis por meio de uma parceria entre Seciteci e Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

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Segundo Dimorvan, em 2025 a expectativa é que Mato Grosso oferte através da educação profissional e tecnológica cerca de 4.000 vagas em 25 cursos diferentes. O Estado tem ainda cursos na modalidade concomitante, em que o estudante cursa a educação básica em um período e a EPT em outro; e na modalidade subsequente para jovens e adultos que já concluíram o terceiro ano.

A Seciteci também apresentou durante o evento nacional em Brasília as vocações de cada escola técnica nas diferentes regiões de Mato Grosso. A secretaria participa do 2º Encontro Nacional de Gestores Estaduais da Educação Profissional e Tecnológica desde terça-feira (26). O evento ocorre durante a 4ª Semana Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, realizada na Arena Mané Garrincha.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, participou da abertura dos eventos representando Mato Grosso e o Conselho Nacional de Secretários de Estaduais para Assuntos da Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti). Ele avaliou que o encontro com representantes de todos os Estados é uma forma de debater experiências que deram certo e podem ser reproduzidas pelo país. “Quem ganha com isso é o povo, que vai ter educação técnica e profissionalizante de melhor qualidade”.

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A Semana Nacional de Educação Profissional e Tecnológica conta com encontro de gestores estaduais, apresentações científicas, mais de 400 projetos apresentados, competições, debates e intercâmbios de ações. O evento é realizado pelo Ministério da Educação e tem como tema: Inovação, Inclusão e Sustentabilidade.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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