O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Giovanni Guerra, que é uma das maiores autoridades do país no setor, afirmou nesta sexta-feira (29.11) que o autódromo que está sendo construído pelo Governo do Estado no Parque Novo Mato Grosso é um exemplo para outros Estados e vai ser referência internacional para o setor, atraindo grandes eventos mundiais.
Giovanni Guerra vistoriou o Parque acompanhado do governador Mauro Mendes e afirmou ter ficado impressionado com a magnitude do espaço. Ele convidou o governador para apresentar o projeto do autódromo de Mato Grosso em uma premiação realizada pela Confederação Brasileira de Automobilismo.
“O governador Mauro Mendes apresentou o projeto para nós alguns anos atrás, em Brasília, mas não tínhamos a menor proporção de quão grande é isso aqui, não é só para Cuiabá, mas para o Brasil. Fiquei espantado com tudo isso. Precisamos mostrar o que está sendo feito aqui em Mato Grosso para que seja um exemplo para os outros estados do Brasil”, afirmou.
O governador Mauro Mendes lembrou que o Parque Novo Mato Grosso, onde está localizado o autódromo, foi projetado para ser o maior espaço multieventos da América Latina e está preparado para eventos internacionais.
“Nós teremos aqui, seguramente, um dos melhores autódromos do Brasil, e o nosso kartódromo vai ser um dos três melhores do mundo. Vamos fazê-los para que possamos atender todas as normas nacionais e internacionais, e temos como grande objetivo trazer o GP de moto pra cá. Queremos fazer grandes competições do automobilismo aqui em Cuiabá”, destacou o governador.
O Parque Novo Mato Grosso, que está sendo construído pela MT Par, está localizado em uma área de 300 hectares na MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, e vai contar com autódromo, kartódromo, museu, pistas de motocross, skate, ciclismo, bicicross e de caminhada, um lago para práticas esportivas, um parque, viveiro, espaço para shows e eventos com capacidade para 100 mil pessoas, e outras instalações. Ainda, um estacionamento com capacidade para 12 mil automóveis.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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