A Polícia Militar de Mato Grosso conduziu 422 pessoas suspeitas e apreendeu 490 quilos de entorpecentes na primeira edição da Operação Tolerância Zero, encerrada neste domingo (01.12), em todo o Estado. A operação intensificou a presença e atuação da Polícia Militar em todo o território estadual.
Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira (02.12), pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-PMMT). Durante a operação foram registrados 483 boletins de ocorrências e 20 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO).
No mesmo período, foram registradas 55 ocorrências relacionadas ao tráfico e uso ilícito de drogas. Entre os destaques, estão as apreensões de 20 tabletes de maconha dentro de uma BMW, em Várzea Grande, e a localização de 18 tabletes de maconha e cocaína, em uma residência abandonada de Barra do Garças.
Também entre as apreensões por tráfico, a PM prendeu um casal que transportava tabletes e pacotes de maconha, no município de Itiquira. E em Primavera do Leste, três homens foram conduzidos com 15 tabletes de drogas e armas de fogo, após a PM desarticular um ponto de venda de entorpecentes de uma facção criminosa.
Ainda na produtividade da operação, quatro foragidos da Justiça tiveram seus mandados de prisão cumpridos em abordagens. Além disso, 15 armas de fogo e simulacros foram apreendidos, e oito veículos roubados e furtados foram recuperados pelas forças policiais.
Operação Tolerância Zero
A operação ocorreu simultaneamente em todos os 15 Comandos Regionais da PMMT até o dia 1º de dezembro, visando aumentar o combate às facções criminosas no Estado e garantir a ordem pública para a população.
As ações ostensivas e repressivas serão realizadas pelas equipes dos batalhões de área dos municípios e pelas unidades especializadas, por meio dos Batalhões de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Operações Especiais (Bope), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Proteção Ambiental (BPMPA), além das unidades da Força Tática e da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).
A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso vai reduzir custos de produção, ampliar a produtividade e criar novas oportunidades de negócios para milhares de famílias da agricultura familiar. Com investimento de R$ 1,4 bilhão, o Programa MT Trifásico, lançado pelo Governo de Mato Grosso em parceria com a Energisa, busca levar energia de maior capacidade e eficiência às comunidades rurais.
Para o produtor rural Carlos Roberto Leite da Silva, que trabalha com o cultivo de café há 22 anos, na Chácara Itapejara, conhecida como Café do Produtor, na região da Linha 12, em Tangará da Serra, a ampliação da rede trifásica pode representar um divisor de águas para os pequenos produtores do Estado.
“Essa iniciativa foi de grande valia para nós e vai melhorar muito a realidade de quem mora no campo. Muitos pequenos produtores não têm condições de implantar a energia trifásica por conta dos custos. Com a rede trifásica, além de ter uma energia mais eficiente, os equipamentos utilizados também são mais baratos. Na nossa propriedade, por exemplo, com energia monofásica, precisamos fazer um investimento de R$ 18 mil. Se fosse trifásica, esse custo seria de cerca de R$ 5 mil”, explicou.
Segundo Carlos Roberto, o benefício vai muito além da redução de custos. A ampliação da rede trifásica cria condições para que produtores familiares possam investir em agroindústrias e agregar valor à produção.
“Muitos produtores que trabalham com lavouras, leite ou frutas sonham em montar uma agroindústria para produzir queijos ou processar polpas, mas encontram dificuldades por causa da energia monofásica. Para nós, que trabalhamos com a indústria do café, a energia trifásica é essencial e vai ser um divisor de águas. Essa iniciativa do Governo do Estado vai ajudar muitas famílias a crescerem e desenvolverem seus negócios”, afirmou.
O Programa MT Trifásico prevê a construção de 5 mil quilômetros de rede trifásica entre 2026 e 2030, com investimento total de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 700 milhões do Governo do Estado e outros R$ 700 milhões da Energisa.
A iniciativa busca ampliar o acesso à energia de qualidade nas áreas rurais, impulsionando a produção, fortalecendo pequenas agroindústrias e promovendo o desenvolvimento econômico dos municípios do interior.
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