Equipes da Polícia Militar localizaram e apreenderam cerca de 270 quilos de entorpecentes, na noite desta quarta-feira (11.12), em Várzea Grande. As apreensões foram registradas em duas ocorrências, que resultaram na prisão de quatro pessoas em flagrante por tráfico e associação para tráfico de drogas.
Por volta de 19h, a equipe da Força Tática do 2º Comando Regional em patrulhamento pela Operação Tolerância Zero e Metrópole Segura, visualizou uma movimentação suspeita na frente de uma residência, no bairro Nova Várzea Grande. Os militares flagraram suspeitos em um carro e uma motocicleta, fugindo por direções opostas e viram ainda dois tabletes de drogas caídos no chão.
Os policiais se aproximaram da casa, que estava aberta, e encontraram uma mulher, de 30 anos. Questionada sobre a droga encontrada, a suspeita afirmou que o material seria de seu marido, que havia fugido anteriormente.
Diante da situação, a equipe da Força Tática iniciou buscas pela residência e encontrou, em diversos cômodos, 155 tabletes de entorpecentes, sendo 65 tabletes de cocaína, 62 tabletes de pasta base e 28 tabletes de maconha. A mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada para a Central de Flagrantes para demais procedimentos.
Horas depois, às 23h, a equipe da 25ª Cia de PM, também na continuidade das operações, recebeu denúncias sobre grande armazenamento de drogas, no bairro São Benedito, também em Várzea Grande. Os policiais se deslocaram ao endereço informado, com apoio do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e abordaram os suspeitos, na frente da casa, após tentativa de fuga dos criminosos.
Em buscas no imóvel, os militares encontraram 112 tabletes e nove porções de substância análoga a maconha. Para os policiais, os criminosos afirmaram que a droga teria vindo do Paraguai e que seria comercializada por eles.
Os três suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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