A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) começou, nesta segunda-feira (20.1), o Curso de Noções Básicas de Identificação Civil, que está ocorrendo na sede administrativa da unidade, em Cuiabá.
Foram contemplados 25 servidores das prefeituras e cartórios, de Cuiabá e interior de Mato Grosso. Com 80h de carga horária, o curso encerra na sexta-feira (31.1). Todas as vagas estão preenchidas.
O objetivo do curso é ampliar os postos de coleta para a confecção da Carteira de Identidade Civil (CIN), apresentar as legislações aplicadas no âmbito da identificação civil e conscientizar sobre a importância de padronizar a forma de coleta dos dados da população.
Nas aulas é apresentado aos servidores o Sistema de Identificação Civil (SIC), que é um sistema desenvolvido para o gerenciamento de solicitação e emissão da CIN.
O professor do curso e papiloscopista do Estado de Mato Grosso, Elthon Teixeira, enfatiza que o objetivo do curso é padronizar a maneira com que os mais de 150 postos de solicitação em todo estado iniciam o atendimento e fazem o cadastro da população para a emissão da CIN.
“Somos o 3°Estado que mais emite proporcionalmente a carteira de identidade. Cerca de 20% da população já emitiram a nova CIN”, destaca.
Na primeira semana de aula está sendo apresentado o conteúdo teórico, sendo noções de operações no SIC e da legislação sobre identificação civil.
Na segunda semana será realizada a aula prática, sendo um estágio supervisionado com técnicas para coleta de impressões digitais utilizando o Kit de Biometria. Os servidores se deslocarão até o bairro Bela Vista em Cuiabá, onde atenderão 400 pessoas para fazer a emissão da CIN.
“Informamos para a população que todas as vagas para a emissão da CIN no centro comunitário do bairro Bela Vista já foram preenchidas. Quem já se inscreveu deverá levar obrigatoriamente Certidão de Nascimento ou Certidão de Casamento e comprovante de CPF”, enfatiza o professor.
Para emissão a nova CIN é necessário agendar por meio do link abaixo:
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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