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Polícia Civil prende casal suspeito de envolvimento em roubo de carreta com carga de adubo

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Um casal foi preso em flagrante, nesta sexta-feira (7.2), pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furto de Veículos de Cuiabá, por crime de receptação. Com os dois suspeitos foram encontrados objetos levados de uma vítima que foi mantida em cárcere privado e teve a carreta roubada na última terça-feira. A mulher foi detida também por uso de documentação falsa.

O roubo ocorreu na noite de 4 de fevereiro, na Rodovia dos Imigrantes, na capital. A vítima contou que havia parado a carreta, com semirreboques carregados com adubo, perto de um posto de combustíveis e ao seguir viagem, foi abordada por dois suspeitos que tomaram a direção do veículo e a levaram perto de uma fazenda, na mesma rodovia. Após ser retirado da carreta, o motorista foi levado a um esconderijo, onde ficou até o amanhecer e depois foi liberado pelos criminosos, que levaram a carreta carregada.

A equipe policial começou as diligências para esclarecer o roubo da carreta e identificou um dos veículos que deu apoio na ação criminosa. A equipe da Derfva chegou a um endereço no bairro Santa Marta, em Cuiabá, onde localizou o Ford KA apontado na investigação.

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Os policiais foram recebidos pela mulher de 39 anos e o homem de 31 anos. Inicialmente, ela se identificou com um documento de identidade que depois foi confirmado ser falso.

Após a prisão da suspeita pela apresentação do documento falso, foi realizada busca na residência, onde foi encontrado um equipamento profissional de 10 antenas (jammer), utilizado para bloquear sinais de comunicação, como GPS e rastreadores de veículos. Na casa, os policiais encontraram também correntes de ouro, uma delas com o fecho rompido, característica que evidenciam ter sido arrancada à força. A joia foi reconhecida posteriormente pela vítima do roubo da carreta.

Os materiais e documentos apreendidos foram encaminhados à Derfva e passarão por perícia. O homem e a mulher foram presos em flagrante e autuados pelos crimes de receptação e falsidade ideológica, respectivamente.

O delegado Ricardo Franco explicou que as prisões auxiliarão no esclarecimento do roubo e no destino do veículo e carga levados pela quadrilha, além da identificação dos demais envolvidos.

“As informações passadas pela vítima também colaboraram muito para chegarmos ao casal. E o empenho da equipe envolvida na diligência resultou na prisão da dupla e na recuperação de parte dos objetos roubados”, pontuou o delegado.

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Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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