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CST da Apicultura afunila à apresentação do relatório final

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio da Câmara Setorial Temática da Apicultura Profissional e Recreativa, instalada em de maio de 2024, realizou a sexta reunião ordinária, quando foram discutidos os encaminhamentos que serão dados no relatório final da CST.

A CST foi criada para diagnosticar a cadeia produtiva e discutir políticas públicas para incentivar a apicultura em Mato Grosso. O presidente da CST, José Lacerda. Afirmou que o relatório final tem a finalidade de ajudar a desenvolver uma atividade econômica alinhada à preservação do meio ambiente.

Segundo Lacerda, Mato Grosso ocupa o último lugar à produção de mel e de outros derivados produzidos pelas abelhas. Por isso, segundo ele, é fundamental que os trabalhos das abelhas sejam alinhados as atividades agrícolas e, com isso, aumentando em até 22% a produção.

“Isso é possível e positivo, sem aumentar o desmatamento. O própolis, por exemplo, não é apenas um produto comum. É um produto medicinal, que vai ter várias outras finalidades, vários outros dobramentos, e nós precisamos fazer como estão fazendo alguns estados, como o Piauí, que estão fazendo uma atividade econômica da abelha como uma atividade econômica”, explicou Lacerda.

No final dos trabalhos, previsto para o mesmo de março, a CST vai entregar um relatório mostrando a importância da produção do própolis no Brasil, que de acordo com José Lacerda, está sendo exportado a China. Ele disse que é preciso investir na produção produto em Mato Grosso.

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“Há muita gente que produz o mel, mas não tem a sanidade permitida. Por isso não pode vender o mel que produz, facilitando um volume muito grande de mel, que não é mel, que é açúcar. A ideia é organizar a produção, regularizar a produção, legalizar a produção, ver quais são os pontos negativos e quais são os pontos positivos. E isso vai ser inserido no relatório final”, explicou José Lacerda.

O professor de Veterinária, Afonso Ludovico Sinkoc, afirmou que a CST tem a proposta de propor políticas públicas para o segmento da apicultura todos os 142 no Estado. Hoje, segundo ele, o consumidor adquire um produto pensando que é mel, mas não é. Por isso, de acordo com Sinkoc, a CST é um dos caminhos para delimitar a ação do Estado na fiscalização dos produtos colocados no mercado à venda.

“Como funciona a venda do mel, hoje, aqui em Mato Grosso? Geralmente, a venda do mel é feita diretamente do produtor para o consumidor, sem ter um controle de qualidade. E nesse quesito, o consumidor sofre porque a gente tem uma produção muito grande do mel falso, do mel de açúcar, que é produzido por pessoas de índole não aceitável, que colocam no mercado um xarope de açúcar que parece mel, mas não é mel”, afirmou Sinkoc.

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Já o professor de Zootecnia, Anderson Barbieri, disse que a CST deve produzir um relatório onde aponta as direções através de políticas públicas que podem ser formatadas tanto o Executivo estadual quanto pela Assembleia Legislativa possam fortalecer o segmento da apicultura em todo o Mato Grosso.

“É preciso entregar um documento mais pujante aos órgãos competentes. A abelha não é somente importante à produção do mel, mas também a polinização da agricultura. Existem frutos que são polinizados apenas pelas abelhas, não ocorre por outra espécie de animal, não ocorre por outros insetos e muito menos por pássaros ou até mesmo alguns morcegos”, explicou Barbieri.

A Câmara Setorial foi criada atendendo aos dispositivos da Lei nº 10.825, de 05/02/2019, por Requerimento nº 155/2024, do deputado estadual Wilson Santos (PSD).

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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