Um homem, que furtou peças de carne por três dias consecutivos de um supermercado em Confresa, foi preso em flagrante pela Polícia Civil na tarde de terça-feira (25.2), em ação realizada pela Delegacia de Confresa.
Os crimes praticados pelo suspeito geraram um prejuízo aproximado de R$ 800 para o estabelecimento. O suspeito, de 33 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo crime de abuso de confiança.
As investigações iniciaram depois que o dono do supermercado procurou a Polícia Civil para comunicar os furtos ocorridos em seu comércio no sábado (22). Durante a apuração dos fatos, foi possível verificar, por meio das câmeras de segurança, o suspeito furtando uma peça de picanha, colada debaixo de sua roupa.
Na segunda-feira (24), o suspeito retornou ao estabelecimento e realizou um novo furto, desta vez, subtraindo uma peça de frango e outra de carne (fraldinha), da mesma forma, escondendo debaixo das vestes.
No dia seguinte (25), o autor dos furtos retornou ao estabelecimento e retirou uma sacola de plástico do bolso, onde possivelmente colocaria novas peças de carne. Ao reconhecer o suspeito, o dono do mercado acionou os policiais da Delegacia de Confresa, que realizaram a prisão em flagrante do investigado.
O dono do supermercado relatou que inicialmente não desconfiava do suspeito, uma vez que ele frequentava quase diariamente o supermercado e também trabalhava em outros estabelecimentos comerciais.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Confresa, interrogado pelo delegado Mauro Apoitia, autuado em flagrante por furto qualificado e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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