A Polícia Civil, por meio da Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Cáceres (220 km de Cuiabá), cumpriu, nesta quinta-feira (27.2), um mandado de prisão preventiva contra um investigado, de 45 anos, pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, perseguição, ameaça e violência psicológica contra a mulher.
A vítima registrou um boletim de ocorrência na última terça-feira (25.2), na Delegacia Especializada, informando sobre o descumprimento da Medida Protetiva de Urgência pelo seu ex-companheiro, que não aceita o término do relacionamento ocorrido há quatro meses.
Além disso, segundo relato da vítima, o suspeito vem fazendo difamação contra ela nas redes sociais e enviou áudios de ameaças ao seu atual companheiro.
Diante da gravidade dos fatos, a delegada titular da DEDM de Cáceres, Paula Gomes Araujo, representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, e cumprida pela Polícia Civil em Cáceres.
O investigado foi encaminhado para a Cadeia Pública, onde deve passar por Audiência de Custódia.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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