A Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu sete adolescentes e prendeu duas pessoas, na noite desta quinta-feira (20.3), suspeitos por apologia ao crime, em três municípios do Estado. Todos os detidos foram flagrados realizando pichações com o símbolo de uma facção criminosa.
Em Matupá, policiais militares da 2ª Companhia Independente receberam diversas denúncias sobre o tráfico de drogas nas imediações da praça do bairro União.
Assim que as equipes se aproximaram do local, identificaram diversos menores correndo em direções opostas. Um dos suspeitos arremessou um spray de cor vermelha do outro lado do muro de uma residência.
Em buscas pela região, três deles foram apreendidos. As equipes encontraram, ainda, quatro sprays e uma porção de substância análoga à maconha. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia.
Já no município de Nova Mutum, outros dois adolescentes foram detidos em flagrante pela mesma ação criminosa. Os policiais militares do 26º Batalhão realizavam patrulhamento tático pela Avenida dos Uirapurus, no momento em que flagraram a dupla pichando o muro de um condomínio.
Os menores foram detidos com uma lata de spray. À PM, eles relataram que foram contratados por um homem para realizar pichação em alusão à uma facção criminosa e que receberiam R$ 80. A dupla foi detida e encaminhada à delegacia.
Equipes do 1º Pelotão de Polícia Militar do município de Porto Esperidião também apreenderam outros dois adolescentes e prenderam duas pessoas por apologia ao crime em alusão à facção criminosa.
Os policiais militares receberam inúmeras denúncias de que uma quadrilha estaria pichando muro de diversas residências e repartições públicas com siglas de uma facção criminosa.
Após as denúncias, as equipes intensificaram o policiamento no município e conseguiram identificar, abordar e deter os suspeitos em endereços distintos do município. A quadrilha foi levada à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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