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Réu é condenado a mais de 21 anos por mortes em acidente de trânsito

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O Tribunal do Júri condenou o réu Jefferson Nunes Veiga, acusado de provocar um acidente de trânsito em 8 de abril de 2022, na Avenida Filinto Müller, em Várzea Grande, que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras quatro feridas. Julgado na terça-feira (22), ele recebeu a pena de 21 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Jefferson dirigia embriagado, em alta velocidade — a mais de 116 km/h numa via de limite de 60 km/h —, quando invadiu a contramão, colidiu lateralmente com um veículo e, em seguida, frontalmente com outro. A tragédia vitimou fatalmente Igor Rafael Alves dos Santos Silva e Marcilene Lúcia Pereira. Outras quatro vítimas sobreviveram, entre elas duas crianças.O Conselho de Sentença reconheceu a prática de dois homicídios duplamente qualificados consumados (meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas), quatro tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras e o crime de embriaguez ao volante. A Promotoria sustentou que Jefferson assumiu o risco de matar, caracterizando o dolo eventual.Com base em provas técnicas, testemunhos e imagens do acidente, o Ministério Público sustentou que o veículo foi usado como uma verdadeira arma em meio ao trânsito urbano. O caso se tornou emblemático para o debate jurídico sobre homicídios dolosos cometidos na direção de veículos, reforçando o papel do Júri na proteção da segurança viária, da integridade física e da inviolabilidade da vida.“Hoje, o povo não silenciou diante da tragédia. O réu transformou um carro em arma e a avenida em cenário de horror. O Tribunal do Júri respondeu à altura: a vida vale, e quem a despreza deve arcar com as consequências”, afirmou o promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, que atuou no julgamento.O réu, que respondia ao processo em liberdade, foi imediatamente preso após a leitura da sentença, com base no entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1068 de Repercussão Geral, que permite a execução imediata do veredicto condenatório do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT articula capacitação em cafeicultura robusta em Apiacás

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Com apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a cidade de Apiacás (a 1.010 km de Cuiabá) recebeu um curso de capacitação em cafeicultura robusta amazônica, voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do café em Mato Grosso. A iniciativa reuniu estudantes, técnicos e produtores rurais em um dia de campo dedicado à troca de conhecimentos, acesso a tecnologias e aprimoramento de práticas agrícolas sustentáveis.A ação foi realizada no dia 29 de abril em parceria com as secretarias municipais de Agricultura e de Meio Ambiente, Poder Judiciário, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).Durante o evento, pesquisadores e especialistas apresentaram orientações práticas para aumentar a produtividade e a qualidade do café produzido na região. Um dos palestrantes, o pesquisador da Embrapa Silvio Túlio Spera abordou a relação entre solo e clima na região e sua influência direta no desenvolvimento do cafeeiro.Segundo ele, compreender fatores como regime de chuvas, temperatura e composição do solo é fundamental para o sucesso da cafeicultura. A análise desses elementos permite ao produtor tomar decisões mais assertivas desde o planejamento do plantio até o manejo da lavoura, potencializando os resultados da produção.“É fundamental conhecer o solo em profundidade antes do plantio, identificando eventuais limitações físicas e químicas. Com esse diagnóstico, o produtor pode corrigir problemas como compactação e baixa permeabilidade, garantindo uma implantação adequada da lavoura e uma produção de café de melhor qualidade”, argumentou. Para o promotor de Justiça Adalberto Biazotto Junior, o apoio institucional no projeto demonstra o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população. “O Ministério Público tem atuado como parceiro em iniciativas que promovem o desenvolvimento sustentável e a geração de renda. Investir na capacitação dos produtores é fortalecer a economia local, respeitando as características ambientais da região e garantindo um futuro mais promissor para a cafeicultura em Apiacás”, destacou.(Com informações da Embrapa e da Prefeitura Municipal)
Foto: Reprodução Embrapa e da Prefeitura Municipal

Fonte: Ministério Público MT – MT

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