O Governo de Mato Grosso assinou, nesta terça-feira (29.4), a ordem de serviço para o início das obras de construção da Academia Integrada para as Forças de Segurança do Estado, em Várzea Grande.
A Academia Integrada receberá um investimento de R$ 81,1 milhões por parte das secretarias de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e de Segurança Pública (Sesp). Com a assinatura da ordem de serviço, a empresa Construtora LDN, vencedora da licitação, pode começar os trabalhos a partir da próxima segunda-feira (5.5).
A Academia Integrada será construída na área do COT do Pari. O anteprojeto da academia prevê que o local tenha um prédio-escola, alojamentos, quadras poliesportivas, piscina, vestiário, estandes de tiro, torre de treinamento em altura, pistas de simulação de incêndio e torre de treinamento de altura.
O local servirá para a formação dos profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que fazem parte das forças de segurança pública estadual.
Segundo o secretário de Segurança Pública, César Roveri, a Academia Integrada terá equipamentos modernos e tecnológicos para garantir a qualificação e requalificação dos profissionais da segurança. O espaço irá garantir a integração das forças de segurança desde o início, além de reduzir custos.
“Tudo isso só é possível graças aos investimentos do Estado, o governador Mauro Mendes defende integração e o avanço das forças de segurança. A academia integrada vai melhorar as condições de trabalho para os nossos servidores, vai melhorar o nível de formação dos nossos profissionais e a integração se dará desde o início de suas carreiras. Esse grande complexo será um marco histórico do treinamento e qualificação das forças de segurança de Mato Grosso”, destacou o secretário.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, lembra que a obra foi contratada de forma integrada, ou seja, a empresa vencedora da licitação será responsável pela elaboração dos projetos e execução da obra. Segundo o secretário, essa é mais uma solução encontrada pela gestão do governador Mauro Mendes para as obras projetadas para a Copa do Mundo de 2014.
“A partir de agora, a empresa tem um prazo de seis meses para entregar os projetos para a Academia Integrada e a construção não começa sem ter bons projetos aprovados pela Sinfra. Aquele espaço irá trazer benefícios para população mato-grossense, garantindo uma melhor atuação das forças de segurança”, explicou.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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