A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) realiza a terceira rota da caravana “Fluxo”, entre a próxima segunda e sexta-feira (5 e 9.5).
A programação envolve encontros e diálogos com gestores públicos e trabalhadores dos setores cultural e esportivo de municípios do Território Cultural Vermelho, na região Sudeste do Estado.
Durante toda a semana, as equipes das áreas de cultura, esporte e da administração sistêmica da Secel visitam os municípios de Jaciara, Pedra Preta, Alto Araguaia, Itiquira, Paranatinga, Poxoréu, Primavera do Leste e Campo Verde.
O início das atividades será em Jaciara, na segunda-feira (5.5), a partir das 8h30. No mesmo dia, às 13h30, é a vez do município de Pedra Preta receber a visita das equipes.
Na terça-feira (6.5), a programação será nos municípios de Alto Araguaia, às 7h30, e de Itiquira, às 15h. Já na quarta-feira (7.5), o encontro ocorrerá em Poxoréu, às 14h.
Na quinta-feira (8.5), às 8h30, a caravana Fluxo estará em Paranatinga. E na sexta-feira (9.5), as atividades serão encerradas em Primavera do Leste, às 9h, e em Campo Verde, às 14h.
A iniciativa tem o objetivo de dialogar e levar orientações sobre diversas pautas para o fortalecimento da cultura e do esporte mato-grossenses. Entre os assuntos estão os editais do Governo de Mato Grosso, a Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), projetos em andamento, ações de incentivo à economia criativa, patrimônio histórico, convênios, obras e ações para o fortalecimento do esporte em todo o Estado.
Membros do Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso também fazem parte da caravana “Fluxo” para levar informações sobre o papel da participação social.
Programação:
Segunda-feira (5.5) 8h30:Anfiteatro Jonas Pinheiro, em Jaciara 13h30: Câmara Municipal, em Pedra Petra
Terça-feira (6.5) 7h30: Auditório da Capela da Unemat, em Alto Araguaia 15h: Auditório do Paço Municipal Rosa Pereira Campos, em Itiquira
Quarta-feira (7.5) 14h: Centro Juvenil Salesiano, em Poxoréu
Quinta-feira (8.5) 8h30: Secretaria Municipal de Educação e Cultura, em Paranatinga
Sexta-feira (9.5) 9h: Centro Cultural Evangeline de Alcantara, em Primavera do Leste 14h: Plenarinho da Câmara Municipal, em Campo Verde
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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