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Empresários se entregam à Polícia Civil após decretação de prisão preventiva

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O casal de empresários envolvido no cancelamento de formaturas de centenas de estudantes de Cuiabá e do interior do estado e que era considerado foragido da Operação Ilusion, se apresentou na manhã desta quarta-feira (21.5), ocasião em que tiveram as ordens judiciais de prisão cumpridas.

O investigado, M.J.A.N., de 49 anos, se apresentou na sede da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) em Cuiabá. Já a suspeita, E.S.S., de 51 anos, se entregou na Delegacia de Polícia, na cidade de Maringá (PR).

O casal teve os seus mandados de prisão preventiva cumpridos pela Polícia Civil e foram interrogados no inquérito policial, instaurado na Decon, para apurar a suspeita de fraudes que teriam causado prejuízo de R$ 7 milhões para centenas de formandos, após o encerramento repentino das atividades das empresas Imagem Eventos e Graduar Decoração e Fotografia.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, os empresários foram intimados da proibição de trabalharem ou de exercerem, por qualquer meio, atividades econômicas ligadas à realização de eventos de colação de grau, formaturas e ensaios fotográficos.

Em seus interrogatórios, os investigados alegaram dificuldades financeiras para o encerramento repentino das atividades das duas empresas, porém as investigações, conduzidas pelo delegado Rogério Ferreira, levantaram indícios de que os suspeitos planejaram, desde os últimos meses do ano de 2024, o fechamento das empresas.

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Foram utilizadas estratégias pelos empresários para levantar valores, como a mudança na forma do recebimento do pagamento de materiais fotográficos, que passou a ser cobrado de forma antecipada e realização de ações com descontos para a cobrança de parcelas em atraso e, principalmente, para o pagamento adiantado de parcelas futuras por parte dos formandos e de seus familiares.

“Depoimentos colhidos pela Polícia Civil demonstram que os investigados encerraram uma campanha de descontos para o pagamento antecipado de valores na tarde do dia anterior ao do fechamento das empresas, e que os pais de, pelo menos, um formando foram vistos no escritório das empresas, horas antes da divulgação da nota informando do encerramento das atividades, efetuando pagamentos para a empresária investigada”, disse o delegado da Decon, Rogério Ferreira.

Os empresários foram encaminhados à audiência de custódia, e devem permanecer presos em unidades prisionais de Maringá e da região metropolitana de Cuiabá, à disposição da Justiça.

A Polícia Civil deve concluir a primeira fase do inquérito policial até o final da próxima semana.

Operação Ilusion

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A operação Ilusion foi deflagrada na terça-feira (20.5) para cumprimento de 20 ordens judiciais, dentre elas, os mandados de prisão preventiva contra o casal de empresários. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Maringá (PR) e João Pessoa (PB), onde os investigados estariam residindo após fecharem as empresas em Cuiabá.

O nome da operação faz referência à ilusão que os responsáveis pelas empresas de formaturas criaram em centenas de formandos e seus familiares e amigos, que sonhavam com os seus eventos de colação de grau e de formatura, mas que tiveram que amargar a decepção e o prejuízo causado pelo encerramento inesperado das atividades da Imagem Eventos.

Denúncias

Os consumidores que se sentirem lesados ou que quiserem realizar denúncias podem comparecer na Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira, na Rua General Otavio Neves, no 69, Duque de Caxias I, em Cuiabá, enviar um e-mail para [email protected], fazer uma denúncia anônima por meio do telefone 197 da Polícia Civil ou pela Delegacia Virtual através do link: (https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam).

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Investigada por homicídio de caminhoneiro em Rondonópolis é condenada a mais de 10 anos de prisão

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Uma mulher investigada pela Polícia Civil pelo homicídio de um homem com quem mantinha um relacionamento amoroso foi condenada a mais de 10 anos de prisão com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis.

Na quarta-feira (1.7), Gabriely Lorraine Moreira, atualmente com 24 anos, foi submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri, sendo condenada pela prática do crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal.

A pena foi fixada em 10 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime, que vitimou Edésio Silva Arantes, de 52 anos, ocorreu no dia 27 de outubro de 2022. Na ocasião, a vítima foi morta com um golpe de faca na porta de sua residência, no bairro Jardim das Paineiras. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.

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As investigações conduzidas pela DHPP de Rondonópolis apuraram que a autora, que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, foi até o imóvel e a chamou até o portão. Quando Edésio saiu para atendê-la, recebeu um abraço e, em seguida, foi atingido com um golpe de faca no peito, sendo surpreendido sem qualquer possibilidade de defesa.

Após a realização de diligências, oitivas e produção de provas técnicas, a DHPP concluiu o inquérito policial com o indiciamento da investigada por homicídio qualificado, remetendo o procedimento ao Poder Judiciário. A suspeita que era considerada foragida foi presa, nesta sexta-feira (03), após ser localizada pela Polícia Militar.

A delegada titular da DHPP de Rondonópolis, Karla Peixoto Ferraz, destaca que a condenação representa o resultado do trabalho investigativo desenvolvido pela unidade.

“A investigação qualificada reuniu elementos probatórios capazes de esclarecer a dinâmica do crime, identificar a autoria e subsidiar a responsabilização da acusada perante o Tribunal do Júri, reafirmando o compromisso da instituição com a elucidação dos crimes contra a vida e o combate à impunidade”, destacou a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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