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Como educar filhos na Era Digital

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Mariana Vidotto é mãe, psicoterapeuta familiar e orientadora parental, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil
Mariana Vidotto é mãe, psicoterapeuta familiar e orientadora parental, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil

Por Mariana Vidotto

A maternidade sempre foi uma jornada de aprendizados e desafios, mas, a era digital adicionou camadas inéditas de complexidade. Para as mães de hoje, educar significa não apenas guiar os filhos no mundo físico, mas também no vasto e, em constante mudança, universo online.

A tecnologia surge como uma ferramenta poderosa, porém, como fonte de novas preocupações e demandas. Navegar nesse cenário exige bem mais que amor materno, exige informação, equilíbrio e sabedoria.

Num mundo onde cada vez mais o toque humano tem sido substituído pelo toque das telas e smartphones, ser mãe na atualidade está impondo habilidades como: consciência socioemocional, presença de qualidade e estratégia de educação.

Se, por um lado, a tecnologia nos trouxe facilidades inegáveis, por outro colocou à mesa nossas mais profundas e muitas vezes escondidas fragilidades emocionais.

Maternar, hoje, exige habilidades que a maioria das mães sequer teve a oportunidade de receber, aprender e desenvolver.

Educar na era digital é um ato de equilíbrio constante. Exige que as mães se mantenham informadas, flexíveis e, acima de tudo, conectadas aos seus filhos, tanto online quanto offline, guiando-os com empatia e bom senso neste mundo cada vez mais tecnológico.

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A neurociência nos ensina que o cérebro das crianças continua a se desenvolver até os 21 anos. É crucial que as mães estejam cientes das implicações do uso excessivo de tecnologia que, pode levar a dificuldades de concentração e regulação emocional. Educar com amor e limites é fundamental para moldar adultos saudáveis e conscientes.

Neste mês das mães, celebramos a importância de uma maternidade consciente. Mães reais, que escutam, acolhem, mas, sabem impor limites, são essenciais para o desenvolvimento equilibrado dos filhos. O amor se traduz em presença, cuidado e educação, formando laços familiares mais fortes e saudáveis.

Mariana Vidotto é mãe, psicoterapeuta familiar e orientadora parental, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil, com uma década de experiência ajudando famílias em mais de 7 países. @marianavidotto

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A Era do Cancelamento: onde a acusação vale mais que a pena

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Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads contato@auditordotrafego.com.br
Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads [email protected]

Por Thiago Barradas

Construir uma audiência exige tempo, consistência e, acima de tudo, confiança. Quem vive sob o olhar do público, seja um formador de opinião, um profissional ou um criador de conteúdo, sabe que a reputação é o seu maior ativo. No entanto, vivemos uma era em que essa mesma audiência, outrora fiel e engajada, pode se transformar em um tribunal implacável da noite para o dia. Basta uma faísca, uma única narrativa, para incendiar anos de trabalho.

Nas últimas décadas, nosso ordenamento social e jurídico criou ferramentas de proteção necessárias e urgentes, desenhadas para dar voz àqueles que, historicamente, encontravam-se em situação de vulnerabilidade nas relações domésticas e afetivas. São conquistas civilizatórias inquestionáveis. Porém, existe um lado sombrio nesse cenário do qual poucos ousam falar: o que acontece quando o escudo é transformado em espada?

Quando uma acusação é feita, a presunção de boa-fé de quem acusa, que deveria ser apenas um mecanismo de acolhimento inicial, frequentemente se converte em uma condenação prévia e absoluta. É aqui que entra o peso brutal da denunciação caluniosa perante o tribunal da audiência. No instante em que uma denúncia vem à público, a presunção de inocência desaparece. A audiência reage ao escândalo de forma passional e imediata. O linchamento virtual começa, o repúdio se espalha, e decreta-se a morte social do acusado antes mesmo que ele possa articular sua defesa.

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A grande tragédia dessa dinâmica é a profunda assimetria nas consequências. O caminho para provar a própria inocência em meio a uma falsa denúncia é uma travessia solitária e devastadora. E o mais cruel: se, meses ou anos depois, a verdade vier à tona e a inocência for comprovada, o estrago perante a audiência já é irreversível. A multidão que condena aos gritos é a mesma que sussurra quando a inocência é provada. Aquele que teve a vida destruída pela mentira fica com as cinzas de sua reputação, enquanto quem instrumentalizou a lei e usou a denúncia como arma de vingança raramente enfrenta a fúria dessa mesma audiência. Para a falsa vítima, a consequência social é quase nula.

Casos de grande repercussão expõem essa engrenagem de forma crua. Quando observamos a trajetória de figuras como Gabriel Monteiro, independentemente da complexidade jurídica de seus processos ou de reviravoltas sobre a veracidade das acusações, o fenômeno social é inegável: no momento em que a narrativa ganha a vitrine, a audiência não espera o devido processo legal. Ela mesma veste a toga, decreta o cancelamento e puxa a alavanca da guilhotina. O impacto negativo na vida e no alcance do indivíduo é instantâneo e fatal, movido pela força de acusações que muitas vezes se baseiam apenas na palavra de quem acusa.

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Fechar os olhos para o uso predatório de narrativas de proteção é um desserviço à própria sociedade. A proteção irrestrita a quem sofre abusos reais só se sustenta, e só mantém sua legitimidade, quando há consequências severas para quem banaliza a lei através da mentira. Sem responsabilização para as falsas denúncias, a justiça perde o equilíbrio, e a audiência continuará sendo o carrasco perfeito para destruir vidas inocentes sem deixar rastros.

Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads [email protected]

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