“A pista de motocross do Parque Novo Mato Grosso foi construída para proporcionar espetáculos e valorizar a habilidade dos pilotos”, afirmou o construtor Paulo Caramez, responsável pelo trajeto da pista.
Entre sexta-feira (23.5) e domingo (25.5), o Parque Novo Mato Grosso, que fica na MT-251, em Cuiabá, será sede da 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross, que conta com patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
Segundo Caramez, que é construtor de pistas de motocross há 30 anos e ligado a Confederação Brasileira de Motociclismo, o percurso da pista foi projetado para seguir dois critérios principais: valorizar a habilidade técnica dos competidores e a segurança, seguindo as normas da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
“A pista é quase um supercross: extremamente técnica. Foi construída para proporcionar disputas acirradas, pois não há espaço para altas velocidades, o que impede que a moto mais rápida leve vantagem”, explicou.
Para o construtor, o piloto vencedor será aquele capaz de pensar rápido. “Apenas na largada há espaço para mais velocidade — o restante do trajeto conta com obstáculos muito próximos uns dos outros. O percurso inclui três tipos de costelas (conjunto de ondulações na pista) e o salto de chegada exige aceleração controlada e é feito em curva, o que aumenta a dificuldade”, pontuou.
Piloto Wagner Santos faz parte da equipe S2 Nordeste e é um dos competidores do Campeonato Brasileiro de Motocross. Foto: Marcos Aurélio Guimarães/ MT Par
O piloto Wagner Santos, da equipe S2 Nordeste, já testou o circuito. Na avaliação dele, o traçado é bem competitivo, mais travado, porém divertido. “Os obstáculos realmente fazem com que a pista lembre uma de supercross. A proximidade entre eles exige que os pilotos tomem decisões rápidas e muito técnicas”, comentou.
A pista de motocross é uma das atrações do Parque Novo Mato Grosso e será utilizada pela primeira vez durante esta 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross. Com cerca de 16 mil metros quadrados, ela está preparada para receber eventos nacionais e internacionais, além de contribuir para a formação de novos atletas, funcionando como pista de treino.
Parque Novo Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, está construindo o Parque Novo Mato Grosso, que será o maior parque multieventos da América Latina.
De acordo com o presidente da MT Par, Wener Santos, a pista faz parte de uma área do parque que contemplará diversos esportes, como skate, kart, bicicross e automobilismo.
“O governador Mauro Mendes está realizando uma obra pensada no melhor para o nosso Estado. Esta pista tem a chancela dos maiores especialistas do Brasil e vai receber diversos eventos que promovem lazer, fomentam o esporte e contribuem para o desenvolvimento da economia local. Só neste campeonato, a expectativa é de um público de 30 mil pessoas”, afirmou.
O evento
A 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross começa na sexta-feira (23) e termina no domingo (25). Além das provas, o evento contará com testes de pista, treinos, área destinada às equipes e pilotos, praça de alimentação, feira de negócios e diversas atrações para toda a família. A entrada é gratuita.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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