Várzea Grande

Educação realiza oficina culinária de tilápia para merendeiras da rede municipal

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A inclusão do peixe na merenda escolar também está alinhada com os parâmetros internacionais que valorizam o alimento regional, desenvolvimento sustentável e segurança alimentar

A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), em parceria com a empresa Naturale Fish, promoveu nesta semana, a Oficina Culinária do Peixe Tilápia. A oficina prática foi ministrada pelo Chef Mauricio Meurer e teve como público-alvo 120 merendeiras que atuam como técnicos em Nutrição Escolar nas unidades da rede municipal de Várzea Grande. O evento contou com a presença do secretário Cleiton Marino Santana e do superintendente operacional do Sistema Escolar, Jair Aragon.

Durante a capacitação, as merendeiras da rede municipal aprenderam opções de receitas saudáveis para produzir refeições com alto valor nutritivo, como tilápia. A coordenadora da alimentação escolar de Várzea Grande, Monica Gonçalves, destacou que a oficina vai aprimorar o conhecimento das merendeiras no dia-a-dia para a preparação da refeição aos alunos, com receitas como bolinho de tilápia, escondidinho de tilápia e tilápia com arroz, entre outros.

A diretora da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Ednilson Francisco Kolling’, professora Gonçalina Martins, agradeceu o secretário Cleiton pelo evento e destacou a importância da oficina para as equipes de técnicos em nutrição. “Foi um prazer receber o Chef Mauricio Meurer e ver como a diversidade da merenda tem deixado as crianças felizes e consequentemente mais produtivas intelectualmente”, disse ela.

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A inclusão do peixe na merenda escolar também está alinhada com os parâmetros internacionais que valorizam o alimento regional, desenvolvimento sustentável e segurança alimentar. O Chef Mauricio Meurer destaca que Mato Grosso é uma grande potência da piscicultura e grande produtor de tilápia. “É fundamental que aproveitemos essa riqueza regional para oferecer refeições saudáveis para os estudantes. Além disso, a apresentação dos pratos é fundamental para estimular o consumo e criar hábitos alimentares saudáveis”, acrescentou o Chef.

A nutricionista Kátia, profissional da rede municipal escolar de Várzea Grande, destaca que a tilápia é uma excelente fonte de nutrientes, oferecendo diversos benefícios para a saúde. Ela é rica em proteínas magras, vitaminas (como a vitamina D) e minerais (como o selênio e o cálcio), essenciais para a saúde cardiovascular, muscular e óssea. Além disso, a tilápia contém ácidos graxos ômega-3, que são importantes para a saúde do cérebro e a função cognitiva. A tilápia também pode ajudar na digestão, controle de peso, saúde óssea e sistema nervoso, tornando-a uma opção saudável e acessível para incluir na alimentação.

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A alimentação escolar cumpre um papel social importante, pois muitas crianças têm a merenda como uma das principais refeições do dia. Muitas crianças vão à escola, por conta da merenda. Às vezes, elas só têm aquela refeição no dia. “Acreditamos que a inclusão da tilápia na merenda escolar é fundamental para fornecer nutrientes essenciais ao desenvolvimento saudável das crianças, e essa oficina é um passo importante para garantir que nossas merendeiras estejam preparadas para oferecer refeições nutritivas e deliciosas para nossos alunos”, destacou o secretário Cleiton.

“Diariamente, servimos 57 mil refeições, o que totaliza 1,17 milhão de pratos por mês para os alunos da rede municipal de Várzea Grande. Esse número é muito expressivo e nos motiva à buscar constantemente o aperfeiçoamento, a melhoria e conhecimento para nossas merendeiras, com o objetivo de oferecer uma alimentação de qualidade”, destacou o superintendente operacional do Sistema Escolar, Jair Aragon.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Gestão Flávia Moretti garante apoio do TCE para enfrentar dívida de precatórios e avançar em soluções para Várzea Grande

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A gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) garantiu, nesta terça-feira (28), o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para buscar soluções para a dívida de precatórios de Várzea Grande, que supera R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a instalação de uma mesa técnica para construir alternativas que reduzam o impacto do passivo nas finanças do município.

Ao defender a criação da mesa técnica, a prefeita Flávia Moretti destacou que a atual gestão herdou uma dívida construída ao longo de décadas e buscou o apoio do Tribunal de Contas para encontrar soluções conjuntas, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços públicos.

“Buscamos o Tribunal de Contas porque entendemos que esse é um problema histórico, que não pode ser enfrentado isoladamente pelo Município. Precisamos construir soluções junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário para garantir segurança jurídica, preservar a capacidade financeira da Prefeitura e continuar investindo e prestando serviços de qualidade à população”, afirmou.

A prefeita ressaltou que, em apenas um ano e meio de gestão, o Município já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios. Segundo ela, enquanto administrações anteriores desembolsavam entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês, atualmente Várzea Grande paga cerca de R$ 6 milhões mensais para cumprir o cronograma de quitação das dívidas judiciais.

“Temos um precatório de 1988 que hoje soma R$ 190 milhões. Cerca de 80% dos precatórios de Várzea Grande são de natureza alimentar, referentes a direitos trabalhistas, verbas indenizatórias e enquadramentos de servidores. Também há aproximadamente R$ 500 milhões em precatórios relacionados ao pagamento de contas de energia elétrica do DAE, acumuladas ao longo de décadas. Em gestões passadas, o município pagava entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês. Hoje, nossa parcela mensal é de R$ 6 milhões, resultado da negociação de dívidas passadas somadas às parcelas atuais”, explicou.

Entre as medidas discutidas estão o apoio do TCE à aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios, atualmente em tramitação na Câmara Municipal, além da discussão sobre mudanças na legislação estadual de distribuição do ICMS. A iniciativa foi proposta pela prefeita Flávia Moretti ao conselheiro Antônio Joaquim e conta com o apoio do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

A mesa técnica reúne representantes da Prefeitura de Várzea Grande, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara Municipal, do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e de outras instituições envolvidas na construção de soluções para o passivo histórico do município.

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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o problema foi construído ao longo de sucessivas administrações e reafirmou o compromisso da instituição em colaborar para que Várzea Grande encontre alternativas capazes de recuperar sua capacidade financeira.

“Estamos discutindo, junto ao município, formas de amenizar essa situação, pois Várzea Grande vive um momento muito difícil. A prefeita Flávia está enfrentando problemas herdados de administrações anteriores. O município está inviabilizado por conta dessa dívida bilionária de precatórios. Ela está na gestão há apenas um ano e meio e não foi responsável pela origem desses problemas. O DAE, por exemplo, acumulou uma dívida superior a meio bilhão de reais por não conseguir quitar contas de energia elétrica ao longo dos anos”, afirmou.

O conselheiro Antônio Joaquim enfatizou que a mesa técnica deverá atuar em duas frentes prioritárias: apoiar a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios e discutir alterações na legislação estadual que modificou os critérios de distribuição do ICMS.

“O debate avançou para além da instalação da mesa técnica. Precisamos entender por que o projeto que autoriza a negociação direta com os credores ainda não foi aprovado. Junto com o presidente Sérgio Ricardo, vamos dialogar com a Câmara Municipal para que essa matéria seja votada o quanto antes. Outro ponto importante é a legislação do ICMS, cuja alteração reduziu significativamente os recursos destinados às cidades mais populosas. Em Várzea Grande, essa mudança representou uma perda superior a R$ 400 milhões”, pontuou.

Atualmente, Várzea Grande desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamento dos precatórios. Além da dívida histórica, a situação financeira foi agravada pelo bloqueio judicial de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pelas mudanças na distribuição do ICMS e pela incorporação dos precatórios do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à dívida municipal, fatores que levaram a administração a decretar calamidade financeira.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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