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Juíza destaca desafios no cumprimento de medidas socioeducativas

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Os desafios da socioeducação marcaram o encerramento do 4º Encontro Estadual da Defesa da Criança e do Adolescente de Mato Grosso. A juíza Cláudia Catafesta, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), propôs reflexões sobre o cumprimento de medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes em conflito com a lei.Com ampla atuação na área da infância e juventude, Cláudia apresentou a palestra “Falando sobre Socioeducação: Aspectos Práticos da Execução das Medidas Socioeducativas”, na qual defendeu que a socioeducação deve ser encarada como um processo de transformação, e não de punição. Participaram como debatedores a juíza da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá e o promotor de Justiça Augusto César Fuzaro.“O sistema prisional é tão punitivo que não garante os direitos de quem está em conflito com a lei. Não podemos naturalizar a retirada de direitos básicos”, alertou a magistrada.Ela reforçou a necessidade de reavaliar individualmente cada caso, alinhando conceitos e práticas para uma atuação integrada entre os órgãos de justiça e a rede de proteção. “É muito difícil trabalhar no socioeducativo. As decisões são de muita responsabilidade. É preciso sensibilidade para ouvir os adolescentes, repensar estratégias e fortalecer o trabalho em rede”, destacou.Cláudia também ressaltou a importância de criar conexões e repensar práticas, buscando sempre avançar na defesa de uma população que, muitas vezes, é marginalizada e esquecida pelas políticas públicas. “É necessário reavaliar, de maneira individualizada, a medida aplicada e observar o que está acontecendo”, completou.Debates Importantes – O evento foi realizado em parceria entre o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário de Mato Grosso, reunindo magistrados e promotores especializados no Plenário 1 Des. Wandyr Clait Duarte, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá, nos dias 29 e 30 de maio.A programação contou com palestras, debates e apresentações voltadas a magistrados, promotores de Justiça e profissionais que atuam na área da infância em Mato Grosso. Os temas abordaram desde a efetivação de direitos fundamentais, como saúde e educação, até a prevenção à violência sexual, depoimento especial, entrega voluntária e medidas socioeducativas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Casal é condenado a 14 anos de reclusão por homicídio em Cuiabá 

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na quinta-feira (2), Carolyne Beatriz da Silva e Roneclei José Mendes a 14 anos de reclusão cada um, pelo homicídio qualificado de Wesley Pinho Nardes. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante dissimulação e emboscada. Atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins. Conforme a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri também determinou a execução imediata da pena e a expedição dos mandados de prisão dos condenados. De acordo com a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em novembro de 2020, nas proximidades da BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. As investigações apontaram que os denunciados agiram de forma premeditada e utilizaram arma de fogo para matar a vítima. Segundo apurado, Carolyne manteve um relacionamento amoroso conturbado com Wesley. Após retomar a convivência com Roneclei, pai de seus dois filhos, o casal passou a arquitetar a morte da vítima, motivado por sentimentos de vingança decorrentes dos conflitos existentes entre Carolyne e o ex-companheiro.Conforme a denúncia, Carolyne entrou em contato com Wesley e o convenceu a encontrá-la, simulando uma reaproximação. Em seguida, conduziu a vítima de motocicleta até um local ermo às margens da rodovia, onde Roneclei já aguardava. No local, Wesley foi surpreendido pela emboscada e atingido por disparos de arma de fogo, morrendo em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens da BR-364.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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