AGRONEGÓCIO

Alta nos insumos impulsiona agroindústria no 1º trimestre

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A produção de insumos agropecuários puxou o crescimento da agroindústria brasileira no primeiro trimestre de 2025, com alta de 39,6% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado representa o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2003, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro).

Com esse avanço, o segmento acumula nove meses consecutivos de crescimento, revertendo um ciclo anterior de retração. A expansão foi impulsionada, principalmente, pela maior demanda por defensivos agrícolas, fertilizantes, adubos, tratores e máquinas. A redução nos preços dos nitrogenados e condições de troca mais favoráveis para diversas culturas também contribuíram para aquecer o mercado.

No total, a agroindústria brasileira cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com igual período de 2024. Em março, a alta foi de 3,6% sobre o mesmo mês do ano passado.

Apesar do resultado positivo, o setor de produtos alimentícios e bebidas registrou queda de 0,1% no trimestre. Em março, segmentos como bebidas alcoólicas, biocombustíveis e fumo apresentaram retrações de 1,7%, 18,6% e 10,9%, respectivamente.

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O levantamento da FGVAgro aponta que a recuperação da agroindústria tem sido sustentada pela retomada da atividade no setor primário, mas alerta para riscos associados à desaceleração da economia brasileira e à instabilidade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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