A quinta e a sexta etapas regionais dos Jogos Escolares e dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses acontecem simultaneamente, a partir desta sexta (06.6), em Araputanga e em Jaciara. Os municípios recebem os estudantes das regiões Oeste e Sul (respectivamente), que disputam as competições promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
A abertura oficial da fase regional Oeste será realizada na sexta (6), às 18h30, no Estádio Municipal Márcio Mendes, em Araputanga. Na mesma data, às 19h, a solenidade de abertura na região Sul ocorre no Ginásio Guido Inocêncio Chimati, em Jaciara.
Com equipes masculinas e femininas das modalidades de basquetebol, futsal, handebol e voleibol, as competições somam cerca de 2 mil atletas nos dois municípios. Estudantes de 12 a 14 anos participam dos Jogos Escolares e os da faixa etária de 15 a 17 anos disputam os Jogos Estudantis de Seleções.
As equipes e seleções disputam os títulos de campeãs regionais para garantir vaga em suas respectivas etapas estaduais, que serão realizadas em julho. As primeiras etapas regionais de 2025 foram realizadas em Campo Verde, Tangará da Serra, Juína e Comodoro. Até o final de junho, ocorrem ainda mais quatro disputas regionais, que serão sediadas em Nova Mutum, Alta Floresta, Vila Rica e Barra do Garças.
Em Araputanga, 42 equipes escolares participam dos Jogos Escolares e, outras 54 seleções municipais, dos Jogos Estudantis. Ao todo, mais de 1.100 estudantes competem na fase regional Sul, representando os municípios de Araputanga, Cáceres, Curvelândia, Lambari D´Oeste, Mirassol D´Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos Quatro Marcos, Reserva do Cabaçal e Várzea Grande.
As partidas da etapa regional Oeste ocorrem até a próxima quinta-feira (12), nos ginásios Pezão e Chico da Brahma, nas Escolas Estaduais 19 de maio e Jaime Veríssimo de Campos, e na quadra da Casa Pinardi, em Araputanga.
Em Jaciara, o evento envolve 37 equipes nos Jogos Escolares e mais 40 seleções municipais nos Jogos Estudantis. Serão cerca de 900 participantes da região Sul que representam os municípios de Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquarí, Araguainha, Barão de Melgaço, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Pedra Preta, Ponte Branca, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger e São Pedro da Cipa.
Os jogos da regional Sul prosseguem até a próxima quarta-feira (11), no Ginásio Guido Chimati, nas Escolas Estaduais Tiradentes e Professor Artur Ramos, no Colégio Dom Bosco e no Instituto Federal (IFMT), em Jaciara.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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