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Mapa investiga novo caso em granja do Rio Grande do Sul

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está investigando uma nova suspeita de gripe aviária em uma granja comercial localizada em Teutônia (distante 110 km da capital, Porto Alegre), no Vale do Taquari (RS). A suspeita surgiu após a identificação de aves com sintomas compatíveis com a doença em um frigorífico de Westfália, cidade vizinha, que havia recebido uma carga proveniente da granja em questão. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, e os resultados são aguardados.

Além disso, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que está investigando outro possível foco de gripe aviária em aves de subsistência no município de Capela de Santana. A Seapi ressaltou que essas coletas são procedimentos rotineiros do Serviço Veterinário Oficial e que mantém vigilância ativa e permanente em todo o estado, com equipes capacitadas para monitoramento, investigação e resposta rápida a qualquer suspeita da doença.

Desde a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS) em 16 de maio, outros quatro casos suspeitos em granjas comerciais no país foram descartados, incluindo os de Anta Gorda (RS) e Bom Despacho (MG). Atualmente, o Mapa está investigando outras 12 suspeitas de doenças respiratórias em aves.

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Em paralelo, o governo do Distrito Federal confirmou um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Zoológico de Brasília. A doença foi detectada em um irerê, ave silvestre encontrada morta dentro do parque no dia 28 de maio. Com a confirmação do foco, o Zoológico permanecerá interditado pelo menos até o dia 12 de junho, caso não ocorram novos casos no local.

Diante dessas ocorrências e das restrições orçamentárias que atingiram todos os ministérios, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou que a pasta está encaminhando à Casa Civil uma proposta de Medida Provisória para a liberação de R$ 135 milhões em recursos extras.

O objetivo é reforçar a capacidade de resposta do país diante de quatro emergências sanitárias simultâneas: gripe aviária, mosca-da-carambola, monilíase do cacaueiro e vassoura-de-bruxa na mandioca. Fávaro destacou que, com o contingenciamento de 53% e uma proposta de 23% até o fim do ano, pode haver comprometimento do fluxo financeiro necessário para combater essas crises.

O Mapa reforça a importância da colaboração dos produtores e da sociedade na adoção de medidas preventivas, como a notificação imediata de casos suspeitos e a implementação de práticas de biossegurança nas propriedades. A vigilância ativa e a resposta rápida são fundamentais para conter a disseminação da gripe aviária e proteger a avicultura nacional.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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