POLÍTICA NACIONAL

Projeto destina a campanhas contra drogas 10% de gastos com propaganda do governo

Publicado em

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (10) um projeto que destina 10% das verbas de propagandas institucionais do governo federal ao financiamento de campanhas de prevenção ao uso de drogas. A matéria segue para a Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD).

Esse projeto de lei (PL 3.172/2023) foi proposto pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). A regra valeria para todas as veiculações e divulgações em rádio, televisão, revistas, aplicações de internet, informativos e similares.

O autor da proposição ressalta que o uso de drogas é um problema de saúde pública, e que a prevenção é fundamental para combatê-lo. Para Pontes, destinar parte desses recursos para a prevenção do uso de drogas seria uma forma de o governo federal promover o bem-estar social.

A matéria contou com parecer favorável do senador Plínio Valério (PSDB-AM). Ele acatou uma emenda apresentada pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) que estende a regra às estatais federais. De acordo com a emenda, essas empresas teriam de destinar 0,05% da receita operacional bruta do exercício anterior ao financiamento de campanhas de prevenção ao uso de drogas.

Leia Também:  Comissão aprova infração específica para para abandono de animais com uso de veículo

— Infelizmente, a saúde pública hoje não tem os recursos suficientes para lidar com todas as demandas ao mesmo tempo, e toda ajuda que pudermos angariar para auxiliar na prevenção certamente retornará para o país, tanto em termos de bem-estar das famílias quanto na economia de recursos nos tratamentos de saúde, dada a possível redução no número de usuários — disse Plínio.

O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) também defendeu a aprovação do projeto. Ele lembrou do efeito positivo das campanhas contra o uso do cigarro, promovidas pelo Ministério da Saúde.

— Todos nós lembramos das campanhas contra o cigarro. Eu era fumante e me lembro do efeito que essas propagandas tiveram na minha cabeça. Deixei de fumar há 30 anos. Realmente, é efetivo. Espero que o projeto prospere — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

Published

on

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

Leia Também:  Plenário vai celebrar 45 anos de associação de defensores públicos

O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA