Em ações distintas, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tapurah (a 430 km de Cuiabá), cumpriu, nesta quarta-feira (11.6), dois mandados de prisão preventiva contra dois homens. Um é suspeito de estuprar a própria filha de sete anos, e o outro é acusado de associação para o tráfico.
A primeira prisão aconteceu na madrugada desta quarta-feira (11). O suspeito, de 41 anos, era proprietário de um estabelecimento em Eldorado, distrito de Tapurah. No dia 29 de maio, foram apreendidas armas e drogas pertencentes a uma facção.
As investigações apontaram que o local era usado para tráfico, prostituição e esconderijo de uma facção criminosa. Durante a ação, o proprietário do estabelecimento foi visto pela equipe policial, mas, no momento que a equipe entrou no local, ele já não estava mais presente.
Diante da fuga e da gravidade dos fatos, foi representado por sua prisão preventiva, que foi deferida pelo Judiciário. O mandado foi cumprido na madrugada desta quarta-feira, com apoio da equipe da Delegacia de São José do Rio Claro, cidade em que o suspeito estava escondido.
O delegado Artur Andrade Almeida frisou o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento às facções criminosas e solicitou o apoio da população, por meio de denúncias anônimas, para auxiliar nas investigações.
Segunda prisão
Mais tarde, ainda nesta quarta-feira (11.6), em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, também foi preso um pai acusado de estuprar a própria filha de sete anos, em Tapurah.
O crime teria ocorrido em março deste ano, quando a mãe da criança viajou e deixou a filha aos cuidados do pai, de 45 anos. Ao retornar, a mãe foi informada pela própria menina sobre o suposto abuso. O crime chocou a comunidade local.
A prisão nesta quarta-feira ocorreu depois do recebimento do mandado de prisão preventiva e do levantamento do endereço do suspeito, que estava morando em Tapurah.
Após a localização do suspeito, busca pessoal e checagem, ele recebeu voz de prisão, foi encaminhado à delegacia e está à disposição da Justiça.
A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou o número de prisões de suspeitos em todo o Estado no ano de 2026, em comparação ao ano passado. De janeiro a maio deste ano, as forças militares aumentaram em 14,5% o total de prisões em flagrante. Um dos crimes com mais prisões realizadas foi o de tráfico de drogas, com aumento de 32,3%, se comparados com 2025.
Os dados foram informados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-MT). Neste ano, 16.874 pessoas foram conduzidas durante atendimento de ocorrências para averiguações. Deste número, 5.199 foram convertidas em prisões em flagrante, um aumento de 14,5% em relação ao ano passado, quando 4.539 haviam sido presas no período.
No crime de tráfico de drogas, as prisões subiram 32,3% neste ano, saltando de 1.541 (em 2025) para 2.038 (em 2026). Somente neste ano, a Polícia Militar apreendeu mais de 6,5 toneladas de entorpecentes em todo o Estado.
As prisões de criminosos foragidos da Justiça e com mandados de prisão em aberto somam 1.497 nos primeiros cinco meses de 2026, significando também um aumento de 11,5% do que o número registrado em 2025, que era de 1.343.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, avalia positivamente que a elevação do número de prisões tem relação com o maior número de operações da PM e também com operações integradas com outras forças de segurança, colocando mais policiais e estrutura de segurança nas ruas.
“Isso significa que a Polícia Militar está cada vez mais com presença forte nas ruas, atendendo a todos os tipos de chamados de ocorrência e denúncias feitas por nossa população. Tudo isso leva a um grande número de abordagens e retirada de criminosos das ruas por seus crimes, para que tenham os devidos procedimentos feitos na Justiça”, afirma o coronel Fernando.
“A Polícia Militar continuará realizando essas operações diárias, feitas por nós ou com as integradas com a Secretaria de Segurança Pública, respondendo ao Programa Tolerância Zero combatendo a criminalidade e as facções, pois isso é possível por sermos uma unidade equipada, fortalecida e reconhecida pela população, dando resposta ao crime e proporcionando mais segurança aos nossos cidadãos de bem”, completou.
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