A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Ribeirão Cascalheira (740 km de Cuiabá), prendeu nessa quinta-feira (12.6), um homem de 42 anos, condenado por estupro de vulnerável, que estava foragido. A prisão ocorreu após ele cometer um furto em uma fazenda em Ribeirão Cascalheira.
O furto ocorreu durante a madrugada desta quinta-feira (12). Um homem de 55 anos, que trabalha na fazenda, estava dormindo em seu quarto quando um homem, em uma motocicleta Broz preta, o abordou com uma faca, o mandou ficar deitado e colocou uma coberta na cabeça dele.
O suspeito colocou uma faca nas costas da vítima e passou a pedir por dinheiro. A vítima, no entanto, disse que não tinha. O ladrão, então, pegou o celular da vítima, abriu o guarda-roupa, pegou três calças e um par de chinelo.
Prisão
Assim que acionada, a Polícia Civil deu início às investigações sobre o caso. No fim da tarde, o suspeito foi identificado e, ao detê-lo, durante a checagem, os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra o suspeito.
O crime em questão foi cometido em 2015, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá). O suspeito estuprou a filha de sua companheira, com quem convivia há um mês.
A vítima, à época, tinha 14 anos e disse que o suspeito tentou cometer o abuso uma vez, mas ela conseguiu fugir. Na segunda tentativa, sob ameaças e com uso de violência, ele conseguiu concretizar o crime.
O criminoso foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão e pagamento de danos morais e estava foragido até essa quinta-feira (12), quando o mandado de prisão expedido pela Segunda Vara Criminal de Barra do Garças foi cumprido pela equipe da Polícia Civil da Delegacia de Ribeirão Cascalheira.
A Polícia Civil está realizando, nestas quarta e quinta-feira (20 e 21.05), um workshop de combate a grupos e facções criminosas no ambiente digital, com o objetivo de fortalecer a integração institucional e discutir estratégias de prevenção, investigação e repressão qualificadas frente aos desafios impostos pelo crime organizado no ambiente digital, incluindo fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro, criptoativos, uso de plataformas digitais e tecnologias emergentes.
Ao todo, 94 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, das 15 regionais de Mato Grosso, participam do evento, além de 20 representantes de setores antifraudes de empresas que atuam no mercado financeiro e digital.
O diretor de Inteligência da Polícia Civil, delegado Juliano Carvalho, citou a importância da realização de um workshop com a presença de representantes das empresas financeiras.
“De nada adianta a polícia investir em capacitação isolada, em aquisição de ferramentas, se não tivermos esse quinto elemento, que é a parceria com essas empresas. Então, eu queria agradecer essa parceria, essa disponibilidade de dividir conosco os conhecimentos. Porque só com essa trilha de equipamentos é que nós vamos conseguir efetivar o combate qualificado e com eficiência para a sociedade. Porque nós estamos vendo que o crime organizado cresce dia após dia”, afirmou o diretor.
O avanço das tecnologias digitais transformou profundamente a dinâmica das facções criminosas, ampliando sua capacidade de atuação, comunicação, financiamento e ocultação de atividades ilícitas.
“Nós vivemos um momento em que o crime organizado avança, cresce em velocidade acelerada, utilizando tecnologias altamente sofisticadas, estruturas sociais, criptoativos, fraudes eletrônicas e uma série de outras ferramentas e tecnologias que fazem a atuação do crime organizado avançar e facilita a ocultação e a lavagem do dinheiro obtido através desse tipo de prática criminosa”, afirmou o diretor da Academia da Polícia Civil, Fausto José Freitas da Silva.
Os criminosos atravessaram as fronteiras físicas, abandonaram as atividades agressivas e migraram para o ambiente digital. E as capacitações possibilitam que a Polícia Civil se prepare para combater esses novos tipos de crime.
“Esse seminário representa a preocupação da Polícia Civil com esse tema, mas não só com o tema, com a qualificação permanente dos nossos servidores, com a capacitação continuada, com o aperfeiçoamento das técnicas de investigação e também com o fortalecimento das relações e parcerias entre instituições públicas e privadas”, completou Fausto.
O coordenador de Operações e Recursos Especiais (Core), delegado Pablo Bonifácio Carneiro, também frisou a importância do trabalho conjunto entre a Polícia Civil e os representantes das instituições financeiras e ou bancárias.
“Essas parcerias são importantes no combate. Eles são verdadeiros heróis anônimos, que, muitas vezes, não aparecem no relatório, mas nós sabemos a importância dos senhores no cumprimento da missão. Então quero deixar um agradecimento em nome da Polícia Civil”, disse o coordenador da Core.
O seminário ocorrerá durante todo o dia nestas quarta e quinta-feira (20 e 21.05) e contará com palestras de delegados da Polícia Civil de mato Grosso e representantes de empresas que atuam no mercado financeiro e digital, como Bradesco, Mercado Livre, Santander, Nubank, Picpay, PagBank, C6 Bank STW Brasil, Ifood, GIF International, OLX, Roblox, Kodex, CertiFace, Binance e STW Brasil – AFD.
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