Lucas do Rio Verde

Prefeitura realiza escuta ativa com artistas e OSCs para definir aplicação de recursos da PNAB

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A Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo realizará, nos dias 17 e 18 de junho, uma escuta ativa com os artistas locais para ouvir sugestões e ideias que contribuirão na elaboração do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR), da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Todos encontros acontecerão na Biblioteca Monteiro Lobato, a partir das 18h30, e são abertos a todos os trabalhadores da cultura do município. Além das reuniões abertas, na quarta-feira (18), às 15h, haverá um momento exclusivo para diálogo com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de Lucas do Rio Verde, com foco nas entidades que desenvolvem ações culturais no município.

O objetivo da iniciativa é fortalecer o cenário cultural local, garantindo que os recursos da PNAB cheguem a quem realmente faz a cultura acontecer em Lucas do Rio Verde. Além de coletar sugestões, o encontro também será um momento para esclarecer dúvidas sobre o processo de aplicação dos recursos e os próximos passos da política pública.

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A escuta ativa é uma etapa fundamental do processo de planejamento das ações culturais. Por meio dela, o município pretende construir um diagnóstico real das necessidades, demandas e desafios enfrentados por artistas e fazedores de cultura das mais diversas áreas, como música, artesanato, teatro, dança, entre outras manifestações.

Os dados coletados servirão de base para a elaboração do PAAR, documento que norteará as ações e os investimentos culturais ao longo de 2025.

Etapas da Escuta Ativa – PNAB 2025 | 2º Ciclo:

1. Consulta Pública:

Realização de encontros presenciais e abertura de canais on-line para receber contribuições da comunidade.

2. Participação da Sociedade Civil:

A presença ativa de artistas, produtores culturais e demais interessados é essencial para o processo.

3. Levantamento de Demandas:

Com base nas sugestões, será feito um diagnóstico das principais necessidades da cultura local.

4. Elaboração do PAAR:

O município estruturará o plano de aplicação dos recursos com base nas informações levantadas.

5. Divulgação e Transparência:

O PAAR final será amplamente divulgado, garantindo o acesso público às informações.

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6. Acompanhamento e Avaliação:

Serão estabelecidos mecanismos para acompanhar a execução das ações e avaliar os resultados.

Como participar:

• Fique atento aos comunicados oficiais:

Acompanhe os canais de comunicação da Prefeitura de Lucas do Rio Verde para não perder informações sobre as consultas públicas.

• Participe dos encontros presenciais:

Compareça nos dias 17 e 18 de junho, às 18h30, na Biblioteca Monteiro Lobato.

• Contribua com suas ideias:

Se você é artista, produtor ou trabalhador da cultura, compartilhe suas necessidades, experiências e sugestões.

Recursos e informações adicionais:

• Lei nº 14.399/2022 – Lei Aldir Blanc:

Estabelece a Política Nacional de Fomento à Cultura.

• Cartilha Nacional da PNAB:

Disponível on-line, traz orientações e esclarecimentos sobre a lei.

• Canais de participação social:

Verifique se há formulários on-line ou outras plataformas de consulta abertas pela Prefeitura.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Lucas do Rio Verde

Lucas do Rio Verde e o milho: a construção de um modelo que transformou produção em desenvolvimento

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Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

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Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

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Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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