A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (30.6), a Operação Caronte, para dar continuidade nas investigações quanto ao “cemitério clandestino” encontrado em Rondonópolis.
Foram cumpridas 23 ordens judiciais de busca e apreensão, expedidas após investigações que visam apurar os crimes de homicídio e ocultação de cadáver no local conhecido como “cemitério clandestino”.
O local foi descoberto em fevereiro deste ano. Ao todo, 11 corpos foram localizados na área e encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para serem identificados e terem a causa da morte apontada.
Durante as buscas nesta segunda-feira (30.6), realizadas em vários pontos em Rondonópolis, foram localizadas drogas, armas de fogo, pescado e apetrechos para pesca, que levaram à prisão em flagrante de três alvos de mandados de busca e apreensão.
Os alvos da operação são investigados pelos crimes de homicídio, organização criminosa e ocultação de cadáver. Além disso, o alvo identificado com pescado irregular responderá por pesca predatória.
A operação contou com a participação de policiais civis da Delegacia Regional de Rondonópolis e teve apoio da Polícia Militar Ambiental.
O nome da operação, Caronte, é referente ao barqueiro que conduz as almas dos mortos através dos rios Estige e Aqueronte para o submundo.
Denúncias 197
A Polícia Civil reforça que denúncias que possam levar a apreensão de armas de fogo utilizadas em ações criminosas são fundamentais para trabalho da Segurança Pública. Ao denunciar, a população contribui para a apreensão de armas ilegais e ajuda a prevenir crimes graves como roubos e homicídios.
As denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo disque denúncia da Polícia Civil – 197. A colaboração da população é essencial para reduzir a violência e garantir a segurança de todos.
Uma mulher investigada pela morte da sua filha bebê ocorrida no ano de 2003, em Cuiabá, foi presa pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (22.6), em ação para cumprimento de mandado judicial.
A procurada, 51 anos, estava com a ordem de prisão preventiva decretada por homicídio, pelo juízo da 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. Ela foi presa pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
A mulher teve o mandado judicial expedido pelo homicídio da própria filha, de apenas 3 meses de idade. O crime ocorreu no mês de dezembro de 2003, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
Conforme apurado, a mãe teria matado a bebê, Daphyne Rayane de Souza, ao provocar-lhe lesões corporais descritas no laudo pericial de necrópsia, e não providenciar o devido encaminhamento para atendimento médico, o que ocasionou a morte da vítima.
Após ser localizada pela equipe de policiais civis da Deddica, a foragida foi conduzida para as providências cabíveis e posteriormente colocada à disposição da Justiça.
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