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MPMT detalha atuação no enfrentamento à violência infantojuvenil

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O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, participou na manhã desta terça-feira (8) do Encontro Regional do Projeto Proteção – Região Centro-Oeste, promovido pelo Serviço Social do Transporte (Sest) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), em parceria com a Childhood Brasil, em Cuiabá. O membro do Ministério Público foi palestrante no painel “Prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes: a importância da atuação integrada entre os atores estaduais e municipais da rede de proteção”.Paulo Prado detalhou a atuação do MPMT no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, destacando tanto o papel repressivo quanto o preventivo da instituição. “O Ministério Público tem duas funções institucionais centrais: processar criminalmente os autores de violência e atuar, pela esfera cível, na destituição do poder familiar quando o agressor é o próprio pai ou a mãe”, afirmou. No campo da prevenção, ele lembrou os esforços empreendidos pela instituição, como a capacitação de conselheiros tutelares em todo o estado e a divulgação de campanhas educativas.“Para lidar com esse desafio, o Ministério Público tem recorrido a abordagens lúdicas, como peças teatrais que abordam temas como bullying, racismo e abuso sexual de forma acessível às crianças. Em cada apresentação, uma criança pede socorro. Essa resposta imediata mostra a força da arte como instrumento de proteção”, contou o painelista ao falar do projeto Prevenção Começa na Escola. O procurador de Justiça ainda apresentou os vídeos do projeto (assista aqui) e da campanha institucional Diálogos com a Sociedade (assista aqui) sobre a temática.O encontro – Com o objetivo de debater e fortalecer estratégias de prevenção e enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, o evento reuniu representantes do Ministério Público, do Poder Público, da Polícia Rodoviária Federal, de conselhos tutelares e municipais de direitos, de entidades da rede de proteção, além de organizações da sociedade civil e profissionais do setor de transportes. O encontro integra uma série de cinco eventos regionais que serão realizados em 2025, com foco em promover articulações intersetoriais adaptadas às especificidades locais. Os encontros regionais já foram realizados no Norte (Belém-PA) e no Nordeste (Fortaleza-CE) e, até o fim do ano, ocorrerão também no Sul e Sudeste.A superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, Eva Cristina Dengler, revelou que os encontros regionais também visam capacitar as unidades da instituição para atuarem na prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, sobretudo no setor de transporte. Segundo ela, a iniciativa busca integrar o Sest Senat à rede pública de proteção, promovendo o letramento institucional e o envolvimento de empresas de transporte. “Estamos desenvolvendo um trabalho articulado voltado à prevenção, que é o que está ao nosso alcance e no que acreditamos profundamente. Atuamos nessa cadeia com a convicção de que a violência sexual pode, sim, ser prevenida. Se a sociedade se mobilizar, isso pode transformar realidades”, defendeu.Na abertura do evento, a analista do Sest Senat Raissa Osório contou que o Projeto Proteção, desenvolvido desde 2016, consolidou ações iniciadas em 2004 para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, especialmente nas margens das rodovias federais. Ela lembrou que, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Childhood Brasil, o projeto vem se expandindo e qualificando as unidades operacionais, promovendo atividades como palestras, rodas de conversa e articulação com a rede pública de proteção. “Nosso objetivo é transformar todas as unidades do Sest Senat em unidades protetoras, integradas à rede e atuantes na conscientização de trabalhadores do transporte e da sociedade sobre a prevenção da violência sexual infantil”, assegurou.Em sua fala inicial, o procurador de Justiça Paulo Prado destacou a urgência de romper qualquer resistência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, reforçando que a Constituição Federal, em seu artigo 227, determina como dever da família, da sociedade e do poder público garantir, com prioridade absoluta, os direitos fundamentais da infância. Segundo ele, é inadmissível que, ao definir suas leis orçamentárias, o Brasil continue negligenciando crianças e adolescentes, ignorando os princípios constitucionais que deveriam nortear todas as ações públicas.Paulo Prado também alertou para os altos índices de violência contra crianças e adolescentes em Mato Grosso, citando Cuiabá como uma das capitais mais violentas do país, e Sorriso, cidade reconhecida nacionalmente pela produtividade do agronegócio, mas também pelos números alarmantes de abuso e exploração infantil. Ele defendeu investimentos em inteligência artificial para monitorar estradas e veículos, e reafirmou que o compromisso com a infância deve unir todos os setores da sociedade. “Se não enxergarmos no filho do outro o valor que vemos nos nossos, falhamos como sociedade”, concluiu.Rede Protege – A pedagoga do Núcleo da Infância e Juventude do MPMT, Thaizi do Carmo Nardi, também participou do evento. Ela atuou como mediadora no primeiro painel, que abordou o tema “Panorama sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes na região Centro-Oeste do Brasil”. Em seguida, apresentou a Rede Protege, destacando sua importância na articulação intersetorial para a proteção integral de crianças e adolescentes.“A Rede Protege atua justamente para garantir uma ação intersetorial eficaz, desenvolvendo fluxos mais modernos, abrangentes e de fácil compreensão. O objetivo é unificar os procedimentos dentro da rede, promovendo uma linguagem comum entre os profissionais e reduzindo falhas nas notificações. Assim, asseguramos que todos os casos sejam atendidos de forma adequada, evitando a revitimização das crianças e garantindo um atendimento realmente eficaz e humanizado”, explicou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Servidores participam de treinamento de brigada no MPMT

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Com o objetivo de fortalecer a segurança institucional e preparar servidores para atuar em situações de emergência, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), promove a segunda edição do Curso de Formação de Brigada de Incêndio. A capacitação atende às exigências da Norma Técnica nº 34/2020 do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e da Norma Regulamentadora nº 23 (NR-23), voltadas à prevenção e ao combate a incêndios.O curso é realizado em duas turmas, com até 20 participantes cada, totalizando 40 vagas, e possui carga horária de 24 horas distribuídas ao longo de três dias. A formação contempla atividades teóricas e práticas sobre combate a incêndio, primeiros socorros e conteúdos complementares relacionados à prevenção de riscos e resposta a emergências.Responsável pela instrução, o subtenente do Corpo de Bombeiros João Paulo Gonçalves ressaltou que a capacitação segue uma grade curricular voltada à atuação inicial em situações críticas. “Estamos trabalhando conteúdos de primeiros socorros básicos, noções de combate a incêndio e também planos de evacuação. Os participantes aprendem a identificar e prestar o atendimento inicial em situações como acidentes e até um infarto agudo do miocárdio, utilizando técnicas de primeiros socorros e reanimação cardiopulmonar”, explicou.A arquiteta e engenheira de segurança do trabalho do Núcleo Vida Plena, Ariadna Campos, destacou o caráter prático da formação. “O interessante do curso é que, logo após a explicação teórica, temos a demonstração dos procedimentos com os participantes e o instrutor. Isso facilita a compreensão e contribui para que eles desenvolvam mais segurança para atuar diante de uma emergência”, afirmou.A formação da brigada é considerada fundamental para a segurança dos ocupantes da edificação e para o atendimento das exigências legais relacionadas à obtenção e manutenção do Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros. Os servidores que concluírem a capacitação passarão a integrar a Brigada de Incêndio da unidade pelo período de um ano, atuando em ações preventivas e na resposta inicial a ocorrências de emergência.O conteúdo programático prevê 12 horas de aulas teóricas e 12 horas de atividades práticas, abrangendo combate a incêndio, primeiros socorros e conteúdos complementares, proporcionando uma formação completa para atuação em situações que exijam agilidade, preparo técnico e compromisso com a preservação da vida.A Lei Estadual nº 12.149/2023 estabelece o regime jurídico estadual de segurança contra incêndio e pânico e inclui expressamente a brigada de incêndio entre as medidas de segurança contra incêndio e pânico. A própria lei determina que essas medidas observem as normas técnicas editadas ou adotadas pelo CBMMT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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