MATO GROSSO

Seduc divulga lista das escolas selecionadas para etapa estadual da Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) divulgou, nesta segunda-feira (14.7), a relação das 50 escolas da rede estadual selecionadas para participar da etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), em Brasília.

A seleção ocorreu entre os dias 7 e 11 de junho, durante as conferências municipais, que reuniram estudantes e professores em torno de debates e projetos sobre mudanças climáticas e justiça ambiental.

Com o tema “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”, a conferência busca mobilizar escolas como espaços de protagonismo juvenil frente aos desafios ambientais contemporâneos.

A próxima fase será realizada entre os dias 5 e 7 de agosto, reunindo os projetos e delegações escolares em Cuiabá para a etapa estadual. A fase final, de âmbito nacional, ocorrerá de 6 a 10 de outubro, em Brasília (DF), com a presença de estudantes de todo o país.

Na etapa estadual, cerca de 50 estudantes e 50 professores participarão de atividades formativas e apresentarão os projetos selecionados pelas conferências municipais. Desses, 18 estudantes e um projeto vencedor representarão Mato Grosso na conferência nacional. O processo visa promover ações educativas significativas, alinhadas à Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), com envolvimento direto das comunidades escolares.

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A conferência também contempla escolas indígenas, quilombolas, de educação especial e bilíngues, garantindo diversidade e inclusão na construção de soluções ambientais voltadas à realidade local e global.

“A ideia é que os estudantes reflitam sobre os impactos ambientais em seus territórios e proponham ações transformadoras, capazes de gerar impacto concreto na comunidade”, explicou o secretário de Educação, Alan Porto.

Os projetos são desenvolvidos com base em atividades pedagógicas, rodas de conversa e construção coletiva de propostas. As escolas envolvidas elegem delegados e delegadas, responsáveis por defender as ações em etapas posteriores.

Além disso, a conferência oferece formação e intercâmbio de experiências, com o apoio de especialistas e educadores da área socioambiental.

Confira abaixo o resultado.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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