A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou nesta quarta-feira (16.7) a soltura de nove animais em uma área de 12 hectares localizada em uma propriedade rural no Distrito da Guia. Somente no primeiro semestre deste ano, o órgão ambiental já realizou a soltura de 177 animais.
Desta vez, foram devolvidos à natureza 02 araras Canindé, 01 urutau comum, 01 sagui, 02 jabutis, 01 papagaio, 01 gavião e 01 periquito-de-encontro-amarelo. Todos eles passaram por cuidados médicos e por processo de reabilitação antes de serem soltos.
De acordo com a Gerência de Fauna, as duas araras soltas nesta quarta-feira (17) foram resgatadas no município de Diamantino, a 183 km de Cuiabá. Elas foram encontradas no solo e apresentavam impossibilidade de voo.
Já o gavião veio do município de Rondonópolis, distante 215 km da Capital, e também estava debilitado. Ele foi resgatado pela 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Proteção Ambiental e entregue à Sema.
O urutau comum, ave de hábito noturno, foi resgatado no município de Tangará da Serra e, após avaliação médica, ficou sob os cuidados de uma guardiã por um período de aproximadamente dois meses.
O papagaio também estava sob os cuidados de um guardião, mas não se adaptou ao dividir o espaço com outros oitos papagaios. “Ele não se adaptou ao bando, estava triste e não estava se alimentando, por isso achamos melhor ele ir para outro lugar”, destacou a médica veterinária da Sema e guardiã de animais silvestres, Ana Laura Karlinski.
A área para onde os animais foram levados é cercada com telas, o que impede a entrada de intrusos. Já foram encaminhados para o local outros animais reabilitados pela Sema, como uma tamanduá-bandeira, duas jandaias, um periquito, três corujas-buraqueiras, três papagaios, duas araras canindé e três jabutis.
Balanço
Dos 177 animais devolvidos à natureza pela Sema, 103 são aves, 20 mamíferos e 54 répteis.
A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva. Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres. Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania. A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura. Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento. O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas. Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses. Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.
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