O Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste assinam, nesta sexta-feira (18.7), a oitava ordem de serviço para duplicação de 56,2 quilômetros da BR-163, entre Várzea Grande e Jangada. O evento será às 9 horas, no Posto Monte Carlo, em Várzea Grande (km 468 da BR-163).
O governador Mauro Mendes e o diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, atenderão a imprensa após o evento.
Na ocasião, também serão assinadas as autorizações para o início da construção da área de escape na Serra de São Vicente e da implantação de conectividade nos 850,9 quilômetros da BR-163 que estão sob concessão da Rota do Oeste.
O investimento total é de R$ 449,1 milhões.
Serviço Governo de MT e Nova Rota assinam ordem de serviço para duplicação da BR-163 entre VG e Jangada Data e hora: sexta-feira (18.7), às 9h Local: Posto Monte Carlo, área rural de Várzea Grande (km 468 da BR-163)
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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