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Vigia Mais MT auxilia na prisão de dois foragidos da Justiça em Cuiabá

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O programa Vigia Mais MT auxiliou na detenção de dois homens com mandados de prisão em aberto, por meio da atuação integrada das câmeras de reconhecimento facial e leitura de placas veiculares. Com essas ocorrências, já são quatro prisões realizadas com o apoio da tecnologia do programa nos últimos cinco dias.

A primeira prisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (17.7), no centro de Cuiabá. As câmeras de vigilância com tecnologia de reconhecimento facial identificaram um homem com mandado de prisão em aberto.

Após checagem no sistema, foi confirmado que o mandado havia sido expedido em 31 de julho de 2021, pela Segunda Vara Especializada de Família e Sucessões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), referente ao não pagamento de pensão alimentícia.

A central de videomonitoramento acompanhou o deslocamento do indivíduo pelas câmeras da região e repassou as informações em tempo real às equipes do 1º Batalhão da Polícia Militar, que realizaram a abordagem com sucesso. O homem foi conduzido à unidade da Polícia Judiciária Civil (PJC) para os procedimentos legais.

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A segunda ocorrência foi registrada na quarta-feira (16), quando o sistema de Leitura Automática de Placas (LPR) identificou um veículo registrado em nome de um suspeito com mandado de prisão em aberto. O carro foi flagrado trafegando nas proximidades da Ponte Nova, em Cuiabá.

As informações foram imediatamente repassadas às equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar que, com o apoio da Força Tática, efetuaram a abordagem do veículo.

Durante a checagem da documentação, foi constatado que o condutor possuía mandado de prisão expedido em 28 de fevereiro de 2025, pela Primeira Vara Criminal do TJMT, com base nos artigos 125 e 127 do Código Penal (Lei nº 2.848). O homem foi conduzido à unidade da Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

Vigia Mais MT

Criado pelo Governo de Mato Grosso há dois anos, o programa Vigia Mais MT já conta com a adesão de 128 municípios e alcança resultados expressivos no reforço à segurança pública por meio do videomonitoramento.

Até o momento, 13.600 câmeras já estão em pleno funcionamento, integradas ao sistema. Além das administrações municipais, o programa também envolve a participação de 89 associações e sindicatos com registro em CNPJ, mais de 370 escolas estaduais, cinco secretarias de Estado e uma autarquia.

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*Sob supervisão de Fabiana Mendes

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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