Tribunal de Justiça de MT

Magistradas assumem compromisso acadêmico-jurídico-social em posse na Academia de Magistrados

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Foto colorida e horizontal. Seis pessoas estão em pé, uma ao lado da outra, posam e sorriem para a foto. Elas usam roupas coloridasAo atender ao convite de contribuir juridicamente e socialmente com a sociedade mato-grossense, a desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira e a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli tomaram posse na Academia Mato-Grossense de Magistrados (AMA). Anglizey toma acento como membro acadêmico (que integra o corpo fixo da academia) e Jaqueline como acadêmica honorária. A posse foi realizada em 25 de julho, à noite, em evento restrito aos membros e familiares das empossadas.

Sobre a chegada das novas acadêmicas, o presidente da AMA, juiz Antônio Horácio da Silva Neto, registrou que ambas engrandecerão as ações da instituição. “A desembargadora Anglizey dispensa apresentações por conta de sua atuação no Judiciário mato-grossense e na organização de grandes eventos acadêmicos jurídicos. A juíza Jaqueline também, todos nós conhecemos os projetos desenvolvidos por ela na Vara de Família e, agora, atuando nas Turmas Recursais. Elas trabalham buscando, com suas decisões, fazer uma Justiça cada vez mais célere e mais justa para nossa sociedade. Ambas farão parte de grande plantel para o desenvolvimento das ações de nossa Academia. Estou muito feliz de elas estarem conosco.”

Foto colorida e horizontal. Juiz Antônio Horácio veste paletó e gravatas azul, camisa branca. Ele tem cabelos curtos e pretos e usa óculos. Atrás dele, em segundo plano, está uma planta com folhas grandesSilva explicou ainda que a AMA tem como função “contribuir com o sistema de justiça quando ela propõe ideias, ações, projetos e desenvolve a cultura por meio de arte, poesia, discursos e artigos jurídicos. Ela propõe ideias.” Ele destacou ainda que ter quadro completo é momento de muita alegria. “Infelizmente, por motivo de falecimento, estávamos com uma baixa. Mas, como tudo na vida, nosso quadro também passa por mudanças. Hoje, com muita alegria, temos a completude com a chegada da desembargadora Anglizey, como titular, e Eulice Jaqueline, como honorária. Elas ainda aumentam a presença feminina no cumprimento dos deveres da Academia. Hoje, como presidente, tenho sentimento de dever cumprido.”

O diploma de integrante da AMA foi entregue à desembargadora Anglizey por sua mãe, Maria Salete de Oliveira. A magistrada registrou sua felicidade no momento da posse. “Hoje é um momento de muita alegria, muita honra e gratidão por ocupar uma cadeira na Academia Mato-Grossense de Magistrados. Para mim, a academia, ao lado da magistratura, é uma fonte inesgotável de energia, de saber e de satisfação. Eu estou muito entusiasmada em ocupar a cadeira que foi de nosso saudoso desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, a pessoa que tive a honra de assessorar no início da carreira. Essa é uma feliz coincidência e mais um motivo de felicidade também.”

Da mesma forma, a juíza Jaqueline Cherulli classificou como inenarrável seu sentimento vivido na posse. Ela recebeu o diploma das mãos do juiz Hildebrando da Costa Marques, confrade de academia. “Foi uma surpresa enorme, pois eu não sabia que existia essa categoria de acadêmicos e ainda que só havia o desembargador José Jurandir de Lima e o ministro Gilmar Mendes. Agora fui escolhida, é um motivo de muita alegria e de muita responsabilidade também por tudo que a AMA significa. O Direito é vivo e vivemos um tempo em que está tudo muito rápido, as produções tomaram novo formato e a gente se ligou à inteligência artificial por necessidade de volume e de cumprimento. Então, termos um espaço para se discutir Direito, evolução, ideias, origem, evolução, possibilidade e teses é maravilhoso. Para mim, é um sentimento indescritível.”

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Márcio Vidal, desembargador diretor-geral da Esmagis-MT e um dos membros-fundadores da AMA, apontou que é uma satisfação e alegria receber as novas acadêmicas. “A Academia foi fundada há 21 anos e tem um trabalho importante na magistratura, que é fomentar a cultura e o desenvolvimento do conhecimento. Composta por inúmeros colegas que ocupam, hoje, lugares anteriormente ocupados por grandes colegas, a Academia precisa continuar o trabalho. Apenas com essa união, essa somatória de forças e de vontade é que, cada dia mais, poderemos fazer mais e melhor pela sociedade.”

Foto colorida e horizontal. Juiz Wanderlei dos Reis usa terno e gravata preto, além de camisa branca. Ele tem cabelos castanhos e usa óculos. Está atrás de um púlpito, segura um papel às mãos e está falandoO juiz Wanderlei José dos Reis, membro e diretor do Departamento Cultural da AMA, registrou que hoje a academia mato-grossense está em festa com a recepção dos novos membros. “Para nós, é motivo de alegria porque a Academia é local de congraçamento do saber jurídico, local de valorização da magistratura e de promoção do intelecto jurídico com lançamento de artigos e obras, além de promoção de encontros e simpósios. Enfim, é o fomento da cultura jurídica no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso.” Foi ele quem indicou a juíza Jaqueline Cherulli, tendo em vista sua aptidão para o intelecto jurídico. “Ela é doutoranda em Direito, é uma estudiosa do Direito e hoje é a presidente da Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam). É uma pessoa de capacidade indiscutível para ser acadêmica honorária.”

Homenagem póstuma – Antes das magistradas serem empossadas, foi realizado um rito de homenagem póstuma ao desembargador e acadêmico Paulo Inácio Dias Lessa. “Esse é um momento de reflexão dessa efêmera passagem que é a vida na Terra. Já não ouviremos mais sua bela voz, nem seus ensinamentos. Ele foi chamado pelo Supremo, para onde não há sofrimento.”, pontuou o presidente da Academia Mato-Grossense de Letras. Na ocasião, a juíza e membro da AMA Flávia Catarina Oliveira Amorim Reis acendeu a chama de uma vela e o juiz Eduardo Calmon de Almeida Cézar acendeu um incenso. Fábio Lessa, filho do desembargador, foi convidado para assistir à cerimônia.

Participaram também do evento a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo e os juízes Agamenon Alcântara Moreno Júnior, Viviane Brito Rebello, Irênio Lima Fernandes. O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, também prestigiou a posse.

Conheça os nomes dos patronos e os magistrados que integram a AMA:

1. Cadeira Desembargador Domingos Sávio Brandão Lima – Des. João Antônio Neto

2. Cadeira Desembargador António de Arruda – Des. Mauro José Pereira

3. Cadeira Ministro Manoel José Murtinho – Desa. Marilsen Andrade Addario

4. Cadeira Desembargador José Barnabé de Mesquita – Des. Benedito Pereira do Nascimento

5. Cadeira Desembargador William Drosghic – Desa. Shelma Lombardi de Kato

6. Cadeira Desembargador José Vidal – Des. Márcio Vidal

7. Cadeira Desembargador Simão Aureliano de Barros Filho – juiz Marcelo Souza de Barros

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8. Cadeira Desembargador Leão Neto do Carmo – Des. Marcos Henrique Machado

9. Cadeira Conselheiro Benjamin Duarte Monteiro – Des. Leônidas Duarte Monteiro

10. Cadeira Advogado Arcílio Pompeu de Barros –

11. Cadeira Advogado Hélio Ribeiro – Des. Orlando de Almeida Perri

12. Cadeira Conselheiro Lenine de Campos Póvoas – Des. José Ferreira Leite

13. Cadeira Desembargador Gervásio Leite – Des. Mariano Alonso Ribeiro Travassos

14. Cadeira Advogado Benedito Santana da Silva Freire – Des. Manoel Ornellas de Almeida

15. Cadeira Advogado Luis-Philippe Pereira Leite – Des. Licínio Carpinelli Stefani

16. Cadeira Juiz Corsíndio Monteiro da Silva – Juiz Eduardo Calmon

17. Cadeira Jurista José Antonio Pimenta Bueno – Juíza Amini Haddad Campos

18. Cadeira Ouvidor Antonio Álvares Lanhas Peixoto – Desa. Helena Maria Bezerra Ramos

19. Cadeira Desembargador Atahide Monteiro da Silva – juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto

20. Cadeira Advogado Hélio Peixoto – Juiz Antonio Horácio da Silva Neto

21. Cadeira Advogado Vicente Bezerra Neto – Juiz Jeverson Luiz Quintieri

22. Cadeira Desembargador Francisco Bianco Filho – Des. Rui Ramos Ribeiro

23. Cadeira Desembargador Deocleciano Martins de Oliveira Filho – Desa. Clarice Claudino da Silva

24. Cadeira Desembargador Palmiro Pimenta – Des. Lídio Modesto Filho

25. Cadeira Advogado Ernesto Pereira Borges – Juiz Antônio Peleja Veloso Júnior

26. Cadeira Juiz Paschoal Domingues de Miranda – Des. Luiz Octávio Oliveira Sabóia Ribeiro

27. Cadeira Desembargador Salvador Celso de Albuquerque – Juíza Maria Terezinha Ferreira

28. Cadeira Desembargador João Carlos Pereira Leite – Desa. Maria Aparecida Ferreira Fago

29. Cadeira Advogado Estevão de Mendonça – Juiz Hildebrando da Costa Marques

30. Cadeira Advogado Prudêncio Giraldes Tavares da Veiga Cabral – Juiz Francisco Bráulio Vieira

31. Cadeira Desembargador Mário Figueiredo Ferreira Mendes – Juiz José Mauro Bianchini Fernandes

32. Cadeira Advogado Alcedino Pedroso da Silva – Juiz Abel Balbino Guimarães

33. Cadeira Desembargador Otair da Cruz Bandeira – Juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva

34. Cadeira Advogado José Aníbal Bouret – Juiz Manoel Ribeiro Filho

35. Cadeira Desembargador Mário Correa da Costa – Juíza Ângela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez

36. Cadeira Desembargador Cesarino Delfino César – Desa. Maria Erotides Kneip

37. Cadeira Desembargador Joaquim Pereira Ferreira Mendes – Juiz Irênio Lima Fernandes

38. Cadeira Desembargador José Maria Metelo – Juíza Flávia Catarina de Amorim Reis

39. Cadeira Advogado Jaime Ferreira de Vasconcelos – Desa. Juanita Cruz da Silva Clait Duarte

40. Cadeira Desembargador Hélio Ferreira de Vasconcelos – Juiz Wanderlei José dos Reis

Acesse o link e leia matéria correlata:

Anglizey de Oliveira e Jaqueline Cherulli serão empossadas na Academia Mato-Grossense de Magistrados

Autor: Keila Maressa

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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