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SES atua em Cáceres para prevenir sarampo durante o Festival de Pesca

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Uma equipe do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-MT), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), está atuando junto com o Cievs Fronteira de Cáceres para evitar a reintrodução do sarampo no Estado durante o 42º Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres (FIPe).

O festival, que começou nesta quarta-feira e vai até domingo (6 a 10.8), tem a expectativa de receber 250 mil visitantes de diversos Estados do Brasil e de outros países, o que exige um planejamento dos serviços de saúde para que não desencadeie uma Emergência em Saúde Pública (ESP).

Até a última segunda-feira (4), a Bolívia já havia confirmado 222 casos de sarampo. San Matías, cidade boliviana na divisa com Cáceres, registrou um caso em uma criança e San Ignacio de Velasco, localizado um pouco depois, já registrou 22 doentes. Não há casos de sarampo em Mato Grosso até o momento.

A epidemiologista Tatiana Helena Belmonte, integrante do Cievs, chegou à cidade na quinta-feira da semana passada (31.7) e fica até a próxima sexta (8) para atuar na identificação e mitigação dos riscos à saúde da população.

“Monitoramos os atendimentos médicos e as inspeções sanitárias, que são realizadas no processo pré e durante o evento, e já pactuou com as unidades de saúde para que perguntem aos pacientes atendidos se estiveram no festival. Assim, conseguimos identificar possíveis pessoas suscetíveis, adotar isolamento adequado e medidas de orientação também após o evento para garantir a segurança dos participantes e de toda a população”, explicou Tatiana.


As ações do Cievs envolvem as áreas das Vigilâncias (Sanitária, Epidemiológica, Ambiental, Saúde do Trabalhador) e da Rede de Atenção à Saúde (Atenção Primária, Urgência e Emergência, e Atenção Hospitalar), com comunicação constante com postos de atendimento no local (ambulância), UPA 24h e hospitais da região.

Segundo o responsável técnico pelo Centro de Informações Estratégica de Vigilância em Saúde de Mato Grosso (Cievs), Menandes Alves de Souza Neto, o monitoramento de eventos como o Fipe em Cáceres é um pilar fundamental da saúde pública preventiva.

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“Permite que as autoridades sanitárias passem de uma postura reativa para uma postura proativa, identificando riscos e agindo antes que se convertam em emergências de grande escala. Essa vigilância constante e multifacetada é a garantia de um evento mais seguro para todos, protegendo tanto a saúde dos participantes quanto da comunidade anfitriã”, avaliou.

A equipe do Escritório Regional de Cáceres também participa do grupo de monitoramento das ações de saúde no Fipe.

O vírus é transmitido por gotículas de saliva, por secreções respiratórias e é muito contagioso: uma pessoa pode transmitir para até 18 pessoas. Além disso, pode causar complicações graves e até o óbito, principalmente em crianças pequenas e em pessoas não vacinadas.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, alerta a população, os gestores municipais e trabalhadores da saúde para que unam forças, neste momento, com objetivo de que os 142 municípios atinjam a cobertura vacinal ideal contra o sarampo (acima de 95%) devido ao risco e que, assim, Mato Grosso continue sem casos.

“A nossa preocupação são os bolsões de municípios que não atingiram a cobertura. Então, esse desequilíbrio de um município que tem a cobertura ideal para outro que não tem pode ser a porta necessária para a reintrodução do sarampo em Mato Grosso”, destacou.

A Secretaria de Saúde vem atuando de forma intensiva nos municípios de fronteira (Cáceres, Comodoro, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade), mas a vacina está disponível nos postos de saúde em todo o Estado.

“Nós já estivemos nos cinco municípios prioritários regulando sua rede de saúde, realizando um plano de ações para que possam intensificar a vacinação, principalmente nas populações que estão na fronteira com a Bolívia e agora junto a San Matías, que acabou de identificar um caso positivo de sarampo. Então, ficou muito mais próximo de nós e aí a preocupação aumentou. Nós também disponibilizamos o caminhão do Imuniza Mais MT para atuar na fronteira como forma de prevenção auxiliando o município de Cáceres na estratégia de vacinação”, contou Alessandra.

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A preocupação agora é que tanto as crianças quanto os adultos tenham seu cartão vacinal regularizado, com a vacina que precisam ter na sua faixa etária. “É importante que a população, pais, mães e responsáveis levem suas crianças, mas que também atualizem o seu próprio cartão vacinal em relação à vacina do sarampo”, acrescentou.

De acordo com a superintendente, o problema é que muitas pessoas perdem o cartão vacinal e não sabem se tomaram a vacina de sarampo ou não.

“Hoje, o ideal é uma pessoa de até 30 anos de idade ter tomado as duas doses da vacina contra o sarampo. Quem tem entre 30 e 60 anos deve ter ao menos uma dose. Então, quem não lembra se está imunizado deve procurar os postos de saúde para garantir a proteção”, concluiu.

A SES adotou a aplicação da Dose Zero da vacina em crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias nos municípios de fronteira. Esta imunização extra não substitui as doses do calendário vacinal de rotina, mas representa uma proteção antecipada diante do atual cenário. Além disso, quem tem entre 9 meses e 59 anos pode tomar a vacina tríplice viral.

A cobertura da vacina tríplice viral em Mato Grosso neste ano é de 88,1% com a primeira dose e de 65,8% com a segunda dose, sendo que o ideal seria de 95% para ambas. Foram aplicadas 70.983 doses da vacina tríplice viral no Estado.

A Secretaria já distribuiu 166.500 doses da vacina tríplice viral a todos os municípios mato-grossenses e 3.540 doses da vacina dupla viral (sarampo e rubéola) às cinco cidades que fazem fronteira com a Bolívia.

Fonte: Governo MT – MT

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Equipes de São Paulo e Santa Catarina são campeãs do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma

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O Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, uma das principais atrações do 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv), consagrou as equipes Rescue Team São Paulo e a CBMSC Mafra como as campeãs gerais da competição, que foi encerrada nessa sexta-feira (26.6), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

A Rescue Team São Paulo, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), conquistou o primeiro lugar no Desafio de Salvamento Veicular. Já a CBMSC Mafra, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), foi a vencedora do Desafio de Trauma. Os resultados refletiram o melhor desempenho técnico entre os participantes, considerando os critérios de avaliação aplicados ao longo das provas, que simularam ocorrências reais de acidentes.

Para além da disputa entre equipes, o desafio foi reconhecido como uma das principais ferramentas de capacitação prática para bombeiros e profissionais de emergência. Durante três dias, 46 equipes de 16 estados e do Distrito Federal enfrentaram cenários realísticos com vítimas presas às ferragens e múltiplos traumas. Em cada prova, os participantes precisaram tomar decisões rápidas, atuar de forma integrada e aplicar protocolos internacionais de atendimento pré-hospitalar e resgate, sob avaliação de árbitros especializados.

O comandante da Rescue Team São Paulo, tenente BM Mateus Felipe de Almeida Pelico, atribuiu a conquista ao trabalho contínuo desenvolvido pela equipe ao longo dos últimos anos na busca pelo melhor desempenho técnico e profissional.

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“Nossa equipe participa desse processo desde 2015. Ao longo dos anos, passamos por diferentes formações. Há quase dois anos estamos nessa configuração e, no ano passado, conquistamos o quarto lugar no campeonato nacional. Neste ano, alcançamos o título. Estou muito feliz com esse resultado”, afirmou.

Durante o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, as equipes foram avaliadas em critérios como comando da ocorrência, atendimento pré-hospitalar (APH), atuação da equipe técnica e desenvolvimento da operação em cenários que simulavam acidentes reais. Em todas as provas, os participantes receberam pontuações de acordo com a qualidade técnica, a segurança dos procedimentos e a eficiência no atendimento às vítimas.

Na modalidade de trauma, por exemplo, as equipes tiveram apenas 15 minutos para avaliar a cena, identificar as lesões e concluir todo o atendimento da vítima conforme protocolos internacionais. Os cenários permaneceram em sigilo até o início das provas e foram montados com veículos, vegetação e vítimas caracterizadas por especialistas em maquiagem realística para reproduzir, com fidelidade, as condições encontradas em acidentes reais.

Já na modalidade de salvamento veicular, as equipes tiveram 25 minutos para realizar o resgate da vítima em uma simulação de acidente de trânsito, cumprindo cerca de 150 critérios de avaliação, que abrangeram desde o atendimento médico e a liderança até a técnica operacional.

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Para o tenente Mateus, comandante da Rescue Team São Paulo, o principal diferencial foi a experiência da equipe em atuar em conjunto.

“Esse resultado foi fruto da sintonia da equipe. Precisamos estar preparados técnica, operacional e psicologicamente. Como estivemos juntos há bastante tempo, acabamos nos tornando uma família. Isso fortaleceu a comunicação e a tomada de decisões durante as provas”, concluiu.

Participaram dos desafios equipes dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Pará, Ceará, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal.

2° Conesv

O 2º Conesv, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), reuniu bombeiros militares, especialistas e profissionais de diversas áreas do Brasil e do exterior para debater avanços, desafios e boas práticas voltadas à segurança viária e ao atendimento de emergências no trânsito.

Além do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, a programação incluiu painéis, reuniões estratégicas, atividades práticas como o Holmatro Experience e os cursos Stop The Bleed e Rescue Training, voltados à capacitação em controle de hemorragias e atendimento pré-hospitalar.

Confira os vencedores do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma:

Fonte: Governo MT – MT

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