MATO GROSSO

Missão técnica de MT discute proposta de cooperação com o Kruger Park para ampliar conhecimentos

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A missão técnica de Mato Grosso, que chegou à África do Sul nesta segunda-feira (18.8) e ficará no país africano até quarta-feira (20), para troca de experiências com os gestores do Kruger Park, realizou uma apresentação sobre o potencial do Pantanal Mato-grossense, uma das maiores áreas úmidas do planeta e patrimônio natural da humanidade, para o turismo de observação de animais.

Após a apresentação, foi discutida a possibilidade de celebração de um termo de cooperação institucional com foco na gestão integrada do turismo ecológico, no monitoramento e manejo da fauna, no desenvolvimento de soluções inovadoras de infraestrutura e segurança ambiental, na implementação de políticas sociais vinculadas à conservação e a na capacitação de equipes e intercâmbio científico.

“Essa cooperação poderá fortalecer a gestão das Unidades de Conservação em Mato Grosso, posicionando o estado como referência latino-americana em conservação e turismo sustentável”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente em Mato Grosso, Mauren Lazzaretti.


Segundo ela, os gestores da unidade foram bem receptivos à proposta e estão dispostos a contribuir com o Governo de Mato Grosso. “A experiência no Kruger National Park representou uma oportunidade única de aprendizado, trazendo exemplos práticos de como é possível conciliar conservação da biodiversidade, desenvolvimento econômico e inclusão social”, afirmou.

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A secretária de Estado de Meio Ambiente ressalta que o Kruger Park mantém pesquisa científica contínua, com forte integração entre ciência aplicada, justiça social e gestão ambiental. Os pilares estratégicos da unidade são: proteção, monitoramento, manejo, inovação, integração e internacionalização.


O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, assegurou que os ensinamentos obtidos serão incorporados às ações do Governo de Mato Grosso, especialmente na gestão do Pantanal. “O nosso objetivo é ampliar o turismo sustentável, gerar emprego e renda para comunidades locais, aprimorar o manejo da fauna e flora e fortalecer a cooperação internacional”, enfatizou.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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