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Silêncio Sagrado

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Sempre me disseram que eu precisava aprender a falar. Poucas vezes, que eu precisava aprender a ouvir. Simone Weil afirmou que a atenção, em sua forma mais pura, é oração. E eu pude ver isso em algumas pessoas. Um olhar profundo e desinteressado — aquele que se volta inteiramente para o outro, para o mundo, para a vida. Um momento que revela uma presença inteira, um silêncio interior, uma entrega sem ego. E, acima de tudo, uma abertura para o mistério. Porque, claro, atenção sem sentimento é apenas registro.Escutar é complicado, sutil e manso. Essa forma de atenção é rara e preciosa. É um gesto de humildade e reverência — por isso, tão difícil. Somos orgulhosos. E o orgulho é um aperto: uma rigidez interior, uma tensão que nos fecha ao outro e ao mistério da vida. Ao orgulhoso, falta a graça — em todos os sentidos. Vivemos como se fôssemos inteiros e isolados, cada um como um país fechado, imune ao tempo e às transformações. Mas essa certeza é um erro. Somos feitos de encontros, de perdas, de afetos que nos atravessam. O ego, que julgamos eterno, é apenas uma construção frágil, que se desfaz no silêncio, na dor, na escuta. Somos parte de um todo, e nossa verdadeira essência está na impermanência e na comunhão.A alma ora naturalmente, sem necessidade de palavras, rituais ou fórmulas. É expressão autêntica e espontânea do ser interior — uma conexão com o que há de mais elevado em nós. E é aí que reside a atenção. Por isso, Malebranche disse que a atenção é a prece natural da alma.Para sentir plenamente o curso da vida através de nós, é necessário sermos amigos da nossa própria atenção. Ouvir verdadeiramente é permitir que o outro exista em nós. É um estado de comunhão com a vida. Um silêncio cheio de sentidos. Um gesto de cuidado e compaixão. Lembre-se, Amigo Leitor, uma oração não serve para “convencer” Deus a fazer algo diferente, mas sim para transformar o coração e a consciência de quem ora.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Casal é condenado a 14 anos de reclusão por homicídio em Cuiabá 

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na quinta-feira (2), Carolyne Beatriz da Silva e Roneclei José Mendes a 14 anos de reclusão cada um, pelo homicídio qualificado de Wesley Pinho Nardes. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante dissimulação e emboscada. Atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins. Conforme a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri também determinou a execução imediata da pena e a expedição dos mandados de prisão dos condenados. De acordo com a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em novembro de 2020, nas proximidades da BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. As investigações apontaram que os denunciados agiram de forma premeditada e utilizaram arma de fogo para matar a vítima. Segundo apurado, Carolyne manteve um relacionamento amoroso conturbado com Wesley. Após retomar a convivência com Roneclei, pai de seus dois filhos, o casal passou a arquitetar a morte da vítima, motivado por sentimentos de vingança decorrentes dos conflitos existentes entre Carolyne e o ex-companheiro.Conforme a denúncia, Carolyne entrou em contato com Wesley e o convenceu a encontrá-la, simulando uma reaproximação. Em seguida, conduziu a vítima de motocicleta até um local ermo às margens da rodovia, onde Roneclei já aguardava. No local, Wesley foi surpreendido pela emboscada e atingido por disparos de arma de fogo, morrendo em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens da BR-364.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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