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Vereador Eduardo Magalhães realiza audiência pública para debater Zonas de Interesse Ambiental em Cuiabá

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Carlos Henrique – Assessoria do vereador Eduardo Magalhães
O vereador Eduardo Magalhães promoveu, nesta quarta-feira (20), uma audiência pública na Câmara Municipal de Cuiabá para discutir as Zonas de Interesse Ambiental (ZIAs). O encontro reuniu o prefeito Abilio Brunini, autoridades municipais e proprietários de áreas afetadas pela legislação vigente.
O objetivo foi ouvir relatos de moradores e proprietários que alegam ter suas propriedades limitadas pelo município sem o devido ressarcimento. As ZIAs foram instituídas pela Lei Complementar nº 389/2015 e abrangem áreas públicas ou privadas destinadas à preservação ambiental. De acordo com a norma, o proprietário pode utilizar apenas até 5% do terreno, o que inviabiliza construções e reduz a possibilidade de venda. Apesar das restrições, os proprietários seguem obrigados a pagar o IPTU integral, além de assumir responsabilidades como limpeza, preservação e prevenção de queimadas.
Durante a audiência, participantes apontaram que muitas dessas áreas foram instituídas sem estudos técnicos adequados. Atualmente, Cuiabá conta com cerca de 50 ZIAs.
Em sua fala, o vereador Eduardo Magalhães defendeu uma revisão criteriosa da legislação.
“É necessário um estudo técnico rigoroso para avaliar cada caso e redefinir os limites dessas áreas”, afirmou.
O prefeito Abilio Brunini destacou a importância de conciliar preservação ambiental e direito de propriedade:
“Não dá para flexibilizar, há áreas que precisam ser protegidas. Mas é necessário definir: se é zona ambiental, deve ser desapropriada se não for, deve ser devolvida ao proprietário”, disse.
Ao todo, 15 proprietários participaram da audiência pública. O parlamentar ressaltou ainda que o projeto de revisão da Lei de Ocupação do Solo já foi aprovado pelo Legislativo e encaminhado ao Executivo, que deverá avaliar e reenviar a proposta à Câmara Municipal para nova deliberação.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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