A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (21.8), três homens considerados integrantes da facção criminosa que atuavam na região de Juína e foram apontados como suspeitos de matarem David do Nascimento Souza, de 24 anos, um dia antes. O crime foi praticado em uma estrada vicinal, da zona rural do município, próximo ao Parque de Exposições.
Logo após o crime, policiais da Delegacia de Juína iniciaram diligências para identificar e prender os envolvidos. Após levantamento de informações e técnicas investigativas, foi possível identificar e prender dois suspeitos, de 19 e 22 anos. Ambos foram localizados no município de Campo Novo do Parecis. A ação contou com apoio de policiais da unidade local.
Ainda durante a investigação, foi apurado que a ordem para a execução de David partiu de um terceiro envolvido que, atualmente, encontra-se custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE) e que ação criminosa teria contado com apoio de um quarto homem, de 40 anos. Ele seria responsável por fornecer a arma de fogo utilizada e guardar drogas e armamentos da facção.
Diante das informações, os policiais conseguiram chegar até o paradeiro desse quarto indivíduo, que foi localizado ainda em Juína. No momento da abordagem policial, o suspeito tentou fugir, chegou a colidir com o veículo nas viaturas policiais, mas acabou preso em flagrante. Em seu veículo, foram encontradas diversas porções de entorpecentes prontas para a comercialização.
Com a ação, a Polícia Civil em Juína, com seu trabalho de inteligência policial e apoio das equipes policiais de Campo Novo do Parecis, elucidou o homicídio em menos de 24 horas, desarticulando o núcleo da organização criminosa atuante na região.
Os presos devem responder pelos crimes de homicídio qualificado, tráfico de drogas, organização criminosa e demais delitos correlatos, permanecendo à disposição da Justiça.
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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