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TJMT contribui na construção de políticas de combate à violência contra a mulher na Câmara de Cuiabá

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O Poder Judiciário de Mato Grosso contribuiu para o desenvolvimento de políticas públicas de proteção e combate à violência contra a mulher em Cuiabá, durante audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores da Capital, na manhã desta quarta-feira (27 de agosto).

O evento contou com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, que ressaltou a importância de uma atuação colaborativa das instituições no combate a esse crime.

“Discutimos o ‘não’ à violência contra a mulher, seja no âmbito doméstico, político, social ou em qualquer outro espaço. Acredito que somente com a união de esforços entre o Legislativo, o Judiciário e o Executivo poderemos alcançar resultados concretos e satisfatórios”, declarou o presidente do TJMT.

O desembargador também falou do papel do homem na construção de uma sociedade menos violenta para as mulheres. “É fundamental destacar que nós, homens, precisamos compreender que a mudança depende de nós. Cabe a nós desconstruir essa cultura machista e enfrentar os índices de violência contra a mulher que ainda persistem no Estado. Precisamos caminhar de mãos dadas: sociedade, instituições e poder público para promover a transformação necessária e, de fato, dizer um basta à violência contra a mulher”, defendeu José Zuquim.

O juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, também contribuiu nos debates realizados na Casa de Leis. O magistrado destacou que a presença do Judiciário na audiência pública reforça o compromisso da Justiça na prevenção e no combate à violência doméstica contra a mulher.

“Esse compromisso é absoluto. Este ano tivemos avanços muito significativos. Começamos 2025 com 25 redes de proteção instaladas no interior e já chegamos a 75. A meta, sob a liderança da desembargadora Maria Erotides Kneip, é atingir 100 redes até o final do ano. Isso é fundamental porque a rede permite o trabalho articulado da sociedade civil, oferecendo proteção mais efetiva, apoio, empoderamento e esclarecimento às mulheres”, cita o magistrado.

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A audiência foi proposta pela vereadora Paula Calil, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ressaltou o simbolismo da participação do Judiciário no debate.

“A presença do presidente do TJMT nessa audiência pública tem um significado muito importante. Além de representar a autoridade máxima do Judiciário, ele também é uma figura masculina, e precisamos envolver os homens nesse debate para que possamos vencer a luta contra a violência contra as mulheres. Sinto-me honrada, porque desta audiência sairão encaminhamentos de políticas públicas essenciais para o enfrentamento da violência, seja ela patrimonial, física, sexual, política de gênero ou doméstica”, afirmou a vereadora.


TJMT no combate à violência contra a mulher

Dentro do compromisso com a proteção e a reconstrução da vida de mulheres vítimas de violência, o TJMT desenvolve projetos e ações que vão além da resposta judicial. A Instituição dispõe de espaços de acolhimento e atendimento multidisciplinar, como o Espaço Tays Machado, voltado para servidoras e magistradas. Além disso, há os Centros Especializados de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAVs), instalados nos fóruns de Cuiabá e Várzea Grande. Eles garantem apoio às vítimas de crimes domésticos ou atos infracionais.

No mês de agosto, o Judiciário promove a campanha alusiva aos 19 anos da Lei Maria da Penha, com matérias semanais no Portal TJMT e conteúdos especiais no Instagram da instituição, reforçando a importância da denúncia como forma de romper o ciclo de violência.

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Outro destaque é o projeto Cartório Inclusivo – Integrar para Valorizar, idealizado pela Corregedoria-Geral da Justiça, que reserva 10% das vagas de trabalho em cartórios extrajudiciais de Mato Grosso exclusivamente para mulheres vítimas de violência doméstica.

Na área educacional, o Tribunal lançou o concurso cultural “A escola ensina, a mulher agradece”, que mobiliza estudantes do Ensino Fundamental em atividades artísticas e literárias, como poesias, músicas, redações, teatro e vídeos. A premiação dos melhores trabalhos será realizada no dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

Outro eixo de atuação são as Redes de Enfrentamento, coordenadas pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). Atualmente, existem 75 redes ativas em todo o estado e a meta é chegar a 100 até o final de 2025. Essas redes articulam instituições públicas e privadas para garantir atendimento humanizado e integral às mulheres em situação de violência.

Além disso, a Cemulher promove a instalação de Grupos Reflexivos para homens autores de violência doméstica, conduzidos por equipes multidisciplinares. Os encontros trabalham a conscientização e responsabilização, atuando na prevenção da reincidência e, consequentemente, na redução do risco de feminicídios.

Também são realizadas palestras pela equipe multidisciplinar da Cemulher-MT nas escolas públicas e privadas da Capital, num projeto que leva informação e conscientização aos adolescentes sobre violência contra a mulher.

Autor: Priscilla Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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