MATO GROSSO

Seaf e Empaer levam Fórum e Feira Estadual à Expofresa em Confresa

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Confresa, município localizado a 1.160 quilômetros de Cuiabá, será sede, nos dias 4 e 5 de setembro, do Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso e da Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur).

Os dois eventos, realizados durante a Expofresa, são promovidos pela Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e vão discutir cadeias produtivas, turismo rural e políticas públicas que podem transformar a realidade do Araguaia-Xingu.

O momento central da programação será a leitura da Carta de Consolidação do Evento, prevista para o dia 5, documento que será elaborado coletivamente por produtores, técnicos e lideranças locais, reunindo propostas para enfrentar desafios da agricultura familiar no território Araguaia-Xingu, como mudanças climáticas, acesso à terra e à água, organização produtiva e políticas públicas.

A secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o encontro é decisivo para dar visibilidade às cadeias produtivas da região. “Confresa se torna referência quando reúne agricultores, técnicos e gestores em torno de soluções concretas para fortalecer a produção. A Carta final será um instrumento importante para orientar políticas públicas que nascem da realidade do campo”, afirmou.

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O Fórum terá debates sobre bovinocultura de leite, fruticultura, agricultura irrigada, apicultura, meliponicultura e agroindústrias familiares, além de apresentações sobre políticas públicas de crédito e fomento, como:

• Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar);
• Fundaaf (Fundo Estadual de Apoio à Agricultura Familiar);
• Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar);
• Siapp (Sistema de Apoio à Agroindústria de Pequeno Porte).

Também serão abordados temas como associativismo, cooperativismo e turismo rural como alternativas para diversificação da renda no campo.

Com a realização da Feaftur, o público terá acesso à exposição e à comercialização de produtos da agricultura familiar, reunindo alimentos, artesanato e experiências ligadas ao turismo rural.

Serviço

Realização: Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer)

O quê: Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso e Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur)

Quando: 4 e 5 de setembro de 2025

Abertura oficial: Quinta-feira, 4 de setembro, às 8h

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Onde: Parque de Exposições de Confresa – durante a Expofresa

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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