Um caminhão, carregado de cestas básicas, foi apreendido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (3.9), em ação realizada pela Delegacia de Mirassol d’Oeste. Os produtos eram distribuídos por membros de uma facção criminosa em locais investigados como ponto de venda de drogas na região de fronteira.
As investigações foram iniciadas depois que os policiais da Delegacia de Mirassol d’Oeste receberam informações das Delegacias de Comodoro e de Pontes e Lacerda, que indicavam que um caminhão-baú estava sendo utilizado por uma facção criminosa para distribuir cestas básicas nas cidades de Mato Grosso.
As entregas estavam ocorrendo nos municípios que estão em região de fronteira. A distribuição mais recente foi realizada em uma boca de fumo em São José dos Quatro Marcos. As informações apontavam, ainda, que a próxima entrega seria realizada na cidade de Mirassol d’Oeste.
Com base nas informações, os policiais de Mirassol d’Oeste passaram a monitorar por meio de câmeras de segurança e verificaram o momento em que o veículo entrou na cidade. O caminhão-baú seguiu para um bar, onde começou a descarregar as cestas básicas.
Os policiais realizaram a abordagem do motorista e do responsável pelo descarregamento do material. Questionados, eles confessaram que estavam há mais de 15 dias realizando as entregas das cestas básicas em várias cidades. Diante das evidências, as cestas básicas e notas fiscais foram apreendidas.
Os responsáveis pelas entregas foram conduzidos à Delegacia de Mirassol d’Oeste para prestar esclarecimentos, sendo posteriormente liberados. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Ataíde, todas as evidências indicam que os materiais apreendidos eram destinados por membros da facção criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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