AGRONEGÓCIO

Mato Grosso inicia exportação de milho não transgênico

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Mato Grosso deu início às exportações de milho não transgênico com destino à Europa. O embarque inaugural, de 25 mil toneladas, foi realizado pelo Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro. O produto exige manejo diferenciado, já que não pode ser misturado a grãos transgênicos durante o armazenamento e transporte, condição essencial para atender à demanda do mercado europeu por rastreabilidade e certificação.

Para atender a esse tipo de operação, o Terminal Multicargas (T-Mult) do Açu dispõe de infraestrutura que permite separar as cargas. Atualmente, o porto conta com quatro armazéns dedicados, dois deles em área alfandegada e outros dois na retroárea, somando capacidade estática de 120 mil toneladas. A estrutura garante condições de estocagem adequadas e flexibilidade para diferentes perfis de carga.

A operação marca mais um passo na estratégia do Açu de se consolidar como corredor logístico do agronegócio brasileiro. O porto já movimentava fertilizantes e outros insumos desde 2020 e agora avança para se tornar também rota de escoamento de grãos produzidos em regiões estratégicas do país, com projetos futuros que incluem a instalação de um terminal de grãos, unidade esmagadora e, no longo prazo, integração ferroviária para ampliar competitividade.

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Fonte: Pensar Agro

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Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

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Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

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Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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