A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, tem desempenhado um papel fundamental no fortalecimento dos pequenos negócios no interior do Estado, transformando a realidade e contribuindo com o empreendedorismo local. O município de Água Boa é um exemplo, Eliana de Souza, empreendedora na cidade, com o crédito empresarial concedido pela Desenvolve MT, investiu na construção do espaço físico da loja, aplicando todo o valor na mão de obra do prestador de serviço.
Eliana comercializa produtos de cosméticos e perfumaria e conta que, a melhoria permitiu ampliar o atendimento e, com isso, aumentar o faturamento do negócio. Além disso, agora com o novo espaço consegue atender os clientes com melhor qualidade e conforto.
“No Dia das Mães eu tinha acabado de finalizar a reforma, fazia apenas 15 dias, e já consegui vender muito bem. No Dia dos Namorados, que antes não tinha quase movimento para mim, as vendas também foram muito boas. Esse empréstimo foi essencial: com ele consegui melhorar o espaço e, consequentemente, atrair mais clientes.”, afirma.
A parceria entre a Desenvolve MT e o município teve início em 2021 e, desde então, apresenta evolução contínua, tanto no volume de recursos disponibilizados quanto no número de operações realizadas. Esse avanço demonstra a importância do acesso ao crédito para impulsionar o empreendedorismo no interior do Estado, garantindo que mais negócios possam sair do papel ou ampliar suas atividades.
De janeiro a agosto deste ano, a agência concedeu mais de R$669 mil em crédito para pequenos empreendedores do município de Água Boa. O valor representa um crescimento de 431% quando comparado ao ano anterior, no qual foram liberados aproximadamente R$126 mil. O agente de crédito de Água Boa, Fernando Gomes de Oliveira, ressalta que o crescimento da liberação de crédito demonstra a força do apoio para o desenvolvimento local.
“Conseguimos atender de forma ágil e próxima, entendendo a realidade local e dando suporte e soluções adequadas que façam sentido à região, isso encurta caminhos e dá mais confiança aos empreendedores que buscam crédito e apoio. O acesso ao crédito muda a realidade dos pequenos empreendedores, porque dá a possibilidade de comprar novos equipamentos, investir no estoque, melhorar o espaço e até gerar novos empregos. O crédito dá fôlego para o empresário crescer e se estruturar”.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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